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Azulinos prometem ir até o fim na briga judicial

Na última sexta-feira (12), os advogados responsáveis pela ação do torcedor Wendel Figueiredo, que pede inclusão do Clube do Remo no Campeonato Brasileiro da Série D, através da Justiça Comum, anunciaram que fariam a retirada da ação, após a punição aplic

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Na última sexta-feira (12), os advogados responsáveis pela ação do torcedor Wendel Figueiredo, que pede inclusão do Clube do Remo no Campeonato Brasileiro da Série D, através da Justiça Comum, anunciaram que fariam a retirada da ação, após a punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que aplicou multa de R$ 20 mil ao Leão, além de suspensão das competições nacionais. Ao final da tarde, porém, a decisão mudou e a briga judicial continua, graças aos inúmeros pedidos da torcida azulina.

“Primeiramente, o apoio da torcida do Remo para que nós insistíssemos mais um pouco. As nossas famílias, os remistas, queriam que continuássemos com essa representação e nós somos parte da torcida. A partir disso, fizemos um estudo da causa, conversamos com outros advogados e montamos uma estratégia”, revela o advogado Valber Mota.

Segundo ele, o primeiro passo na nova empreitada vai ser tentar anular a decisão do STJD, com base na negação da ampla defesa, já que a advogada representante, Isabelle Baker, foi impedida de participar do julgamento.

Para Mota, se o movimento tivesse mais apoio, o andamento poderia ser diferente. “Existe um tratamento diferenciado com a gente aqui do Norte. A CBF trata o Remo como mais um clube da região norte. Em segundo, a nossa federação não tomou partida. E o terceiro é o próprio Clube do Remo, a própria diretoria. O ex-presidente do Remo, Sérgio Cabeça, não teve o cuidado de tratar essa questão da série D de maneira mais profissional e acabou dando nisso”, critica.

Ainda segundo o advogado, os clubes do Pará pagam o preço de uma desorganização. “Depois que esse processo tiver sido resolvido, eu e a Vanessa Egla (outra advogada da causa), já decidimos que vamos participar do processo de transformação do Remo. Eu tive oportunidade de participar de várias reuniões para ajudar o clube e sempre fui totalmente contrário ao xingamento de diretores antigos, todos tiveram sua contribuição. Mas é preciso dar espaço a outros”, encerra.

Uma semana que passou como um mês

Tudo começou no dia 8 de junho de 2013. Nessa data, o torcedor Wendell Figueiredo, através de seus advogados, conseguiu uma liminar para suspender a partida entre Paragominas e Genus (RO), válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. O documento foi concedido pelo Juiz de plantão, Raimundo Rodrigues Santana, na 10ª Vara Civil de Ananindeua. Contudo, a liminar não teria chegado a tempo no local do jogo, o estádio Arena Verde.

A notificação chegou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, de imediato, suspendeu a partida entre Genus e Nacional (AM), que ocorreria no domingo passado.

Desde então, a CBF passou a agir. Na segunda-feira (8), a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) denunciou o Remo pelo recurso do torcedor. Um dia depois, os advogados da CBF, entraram com um chamado Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, para cassar a liminar.

Na última sexta-feira, (12), as duas manobras da CBF surtiram efeito: o Remo foi punido no STJD – com multa de R$ 20 mil e suspensão por dois anos de participar do Brasileiro da Série D – e a Justiça concedeu despacho favorável à entidade máxima do futebol.

Com os fatos, os juristas chegaram a afirma que iriam desistir da ação, temendo que o Remo fosse severamente punido. Porém, no apagar das luzes, uma nova reviravolta acontece no caso. Eles voltaram atrás brigando para tentar anular o julgamento do STJD, alegando que não foi dado o direto a ampla defesa, pois a advogada representante não participou. Outra notícia favorável foi que a CBF, alegando do curto espaço de tempo para fazer o comunicado oficial, decidiu por manter os jogos do Genus suspenso nesse fim de semana também.

Pelos bastidores, os dirigentes do Clube do Remo foram chamados para um almoço com o presidente em exercício da CBF, Marco Polo Del Nero e o diretor de competições da entidade, Virgílio Elísio, amanhã, em São Paulo. Não se sabe o teor da reunião, mas o presidente do Leão, Zeca Pirão, garante que irá lutar pela inclusão do clube na série D.

(Diário do Pará)

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