Para fazer uso da estrutura do Mangueirão, a direção do estádio solicitou à comissão técnica do Paysandu que assinasse um termo de compromisso, onde o clube estaria ciente da situação do gramado antes do treino ser realizado, e que, após um eventual desgaste do campo, o clube não poderia cobrar ou fazer reclamação sobre a condição posterior. Ao explicar os detalhes do termo, o técnico Givanildo Oliveira encarou a história com bom humor.
“O termo é simples: quiseram uma garantia de que o campo estaria em condições de jogo depois que nós usássemos para treino, o que poderia não acontecer. O que tem que reclamar é a situação atual dele, nós não o machucamos e felizmente não choveu. São algumas situações que eu preciso até rir”, disse, sem esconder, na sequência, os problemas vistos e agradecendo sobretudo a falta de chuva.
“A bola correu bem, mas não é que ele esteja bom. Eu não gosto de mentiras, mas o Mangueirão está com cinco tipos de gramado. Agora, não dá para reclamar de nada, se por acaso nós perdermos o jogo. O campo ficou normal, porque não choveu, está da mesma forma que eu vi antes do treino, ainda pela manhã”, acrescenta.
Os jogadores, por sua vez, acreditam que mesmo com o gramado irregular, a condição ainda é superior à Curuzu, embora os resultados tenham uma somatória de fatores muito maior. “Está um pouco ruim, mas está melhor do que a Curuzu. Mas o campo é o que menos importa diante do nosso empenho atrás da vitória”, opina o volante Ricardo Capanema.
Mudanças na defesa e no meio-campo
O Paysandu realizou, na tarde de ontem, o último treino coletivo, antes da partida contra o Atlético (PR), válida pela terceira fase da Copa do Brasil. Desta vez, o local do trabalho foi o próprio palco do jogo, o Mangueirão.
Com poucas mudanças em relação ao time que jogou contra o São Caetano pela Série B do Campeonato Brasileiro, a equipe titular está praticamente definida. Apenas duas mudanças foram feitas pelo técnico Givanildo Oliveira. O meia Eduardo Ramos, desfalque na última partida por estar suspenso, retorna ao time, ao lado de Alex Gaibu, enquanto o zagueiro Raul entra no lugar de Jean, formando com Fábio Sanches a dupla de zaga. No decorrer do treino, Givanildo trouxe Djalma para o lugar de Gaibu, que foi deslocado à lateral esquerda, no lugar de Janílson.
O atacante Marcelo Nicácio, que não pode atuar pela Copa do Brasil, fez um trabalho físico na beira do gramado ao lado do meia Lineker. No geral, o coletivo sem gols agradou o treinador, que, apesar de dar sinais evidentes sobre a escalação do time, só vai confirmar minutos antes da partida. “Provavelmente é esse time, mas não dou a formação definitiva, até porque, em Série B e Copa do Brasil não se dá time. É uma questão de segurar ao máximo porque o adversário também faz isso. Nós temos que saber as características do adversário e passar isso aos jogadores. Tenho certeza que o Atlético fará o mesmo”, justifica.
(Diário do Pará)
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