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ESPORTE PARÁ

Paysandu precisa da vitória para não ser abduzido

Logo mais, a partir das 16h20, no estádio Dilzon Melo, em Varginha (MG), em partida válida pela 9ª rodada da Série B, Boa Esporte e Paysandu fazem um jogo considerado por muitos como o de “seis pontos”. Tudo porque, diante da situação de ambos na tabe

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Logo mais, a partir das 16h20, no estádio Dilzon Melo, em Varginha (MG), em partida válida pela 9ª rodada da Série B, Boa Esporte e Paysandu fazem um jogo considerado por muitos como o de “seis pontos”. Tudo porque, diante da situação de ambos na tabela, se pode dizer que uma vitória trará uma sobrevida essencial na corrida sufocante que se torna a segunda divisão nacional com clubes embolados, em risco de, a qualquer momento, sucumbirem à zona de rebaixamento, mas também elevar-se até as mais altas posições.

O Paysandu sai de Belém com uma sensação estranha de quem fez pela metade o dever de casa e agora precisa correr atrás do prejuízo. A vitória emocionante sobre o Guaratinguetá-SP e o empate contra o São Caetano-SP deixaram um gostinho amargo no fim, mas a contar pela determinação do elenco e o empenho ofertado pelo técnico Givanildo Oliveira, logo a 14ª posição e os nove pontos ficarão para trás.

Quanto ao time titular, aos poucos o Paysandu vai criando uma identidade própria, embora alguns atletas estejam com espaços cada vez mais reduzidos, como o lateral-esquerdo Janílson e o meia Diego Barboza que sequer foram relacionados. Já por suspensão, quem desfalca o time é o volante Ricardo Capanema. O Boa Esporte, por sua vez, tem o mesmo número de pontos, mas alguns dados preocupantes.

Desde que a Série B retornou, após o intervalo para a Copa das Confederações, o clube de empresários ainda não conseguiu marcar gols. Em duas partidas, uma derrota por 3 a 0 para o Figueirense e um empate sem gols contra Oeste-SP acenderam o sinal de alerta na cabeça do técnico Nedo Xavier. Sem perder tempo, o Boa trancou-se em casa para trabalhar as finalizações, no intuito de colocá-las em prática contra a equipe alviceleste e sair da 16ª posição, considerada a porta de entrada da temida zona de rebaixamento.

Gleissinho quer chance na lateral

Aos 21 anos, o lateral-direito Gleissinho tem treinado à exaustão, sempre na esperança de repetir o sucesso que o atual titular da posição alcançou desde o ano passado. A condição de reserva imediato de Yago Pikachu tem lhe rendido muito mais do que o esperado. Por ser a única peça de reposição imediata, muito se especula sobre a qualidade do jovem que diz fazer o que for preciso dentro do time.

“Ultimamente eu tenho treinado de lateral, mas se o professor preferir me utilizar como um ala, não tenho problema algum. O que ele pedir para fazer na direita eu faço”, assegura, mesmo admitindo que o atual dono da posição vem numa crescente muito positiva, e que a responsabilidade em caso de entrada, será redobrada.

“Falando do Yago, ele está bem nos jogos, e eu preciso esperar a oportunidade, mesmo sem saber quando poderá surgir. Quando a oportunidade passar eu não posso deixá-la escapar”, discursa.

Desde o comando de Lecheva, Gleissinho vem treinando com muita visibilidade, arrancando elogios de quem o vê em pleno esforço físico junto aos companheiros. No entanto, com o ex-técnico não houve chance. Já na chegada de Givanildo, o cenário teve leve alteração, mas de fato ainda não houve mudança significativa, apesar de que a lateral-direita é o único setor do time sem novas contratações.

Givanildo Oliveira prega o discurso da cautela

Apesar da situação do adversário não ser das mais animadoras, o Paysandu vai a campo devidamente resguardado. Uma equipe que não marca gols há dois jogos pode ser ora agressiva, ora fragilizada. Consciente da via de mão dupla, o técnico bicolor Givanildo Oliveira prega entre seus comandados a cautela, com uma dose extra de audácia. Em jogos que valem muito além dos três pontos, é preciso arriscar. A equipe mineira tem no elenco jogadores experientes, como o atacante Marcelinho Paraíba e um ex-atleta do maior rival bicolor, o zagueiro André Astorga.

“Cautela você tem alguns momentos do jogo, todo time tem e não quer dizer medo. Agora, muita gente esquece, mas você só pode ser agressivo se estiver com a bola. Não é uma bola para eles e uma para o nosso time. Se fizermos uma marcação boa, criarmos mais jogadas, teremos mais chances, assim como eles podem aproveitar. Só espero que estejamos num momento bom”, espera o técnico Givanildo Oliveira.

O tom do discurso parece ter sido absorvido pelos atletas na busca pela vitória fora de casa. “Temos que ser um time maduro. Tem hora certa para atacar. Não podemos nos expor muito. Fora de casa conseguimos cadenciar um pouco o jogo, na Curuzu, pelo incentivo da torcida, a gente se abre um pouco. É necessário que haja um equilíbrio”, diz o volante Zé Antônio.

CAMPO REDUZIDO

Além da questão tática, o Boa Esporte tem a seu favor as dimensões do gramado do estádio Dilzon Melo. Atendendo pedido da Federação Mineira de Futebol, a diretoria do clube reduziu as medidas dos atuais 110 metros de comprimento para 105, enquanto a largura continua em 68 metros. “Atrapalha um pouco, porque o nosso time está acostumado a jogar em um campo um pouco maior, eles sabem explorar o gramado, mas nós temos jogadores experientes e isso pode nos beneficiar da mesma forma”, adianta o zagueiro Raul.

(Diário do Pará)

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