Somente no mês de julho, a diretoria do Paysandu tem contabilizado uma margem de lucro acima do comum, que deve alcançar a marca de aproximadamente R$ 1,5 milhão. No último dia 10 de julho, após chegar a um acordo com a diretoria do Santos em torno da venda do meia Paulo Henrique Ganso, para o São Paulo, o Papão recheou os cofres com R$ 452 mil, por ser um dos clubes formadores do atleta.
Ao voltar para a Copa do Brasil, os bicolores conseguiram mais R$ R$ 380 mil, referente à cota de participação na terceira fase da competição. Além dos dois ‘presentes’, ainda houve a recente transação envolvendo a saída do atacante Rafael Oliveira para o futebol português. Os direitos federativos do atleta eram divididos da seguinte forma: o empresário Helio Duarte detinha 80%, enquanto o Paysandu os 20% restantes.
Houve a proposta do empresário em arrematar a parte bicolor pela quantia de R$ 100 mil e o lance foi aceito pelo presidente Vandick Lima, que ainda terá perdoada uma dívida antiga do clube com o jogador.
Ao entrar no plano das arrecadações, nos jogos da Série B, em Belém, o lucro líquido dos bicolores foi de R$ 341.544,670. O jogo contra o Atlético-PR ainda não está com borderô financeiro disponibilizado no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Somando a cota sobre a venda de Paulo Henrique Ganso, a venda dos 20% de Rafael Oliveira, a cota da Copa do Brasil, mais os jogos da Série B, a receita chega a um valor total de R$ 1.273.544,67, sem contar com a cota de patrocínio e as outras fontes do clube, como o programa Sócio Bicolor, lançado no início da semana.
OBRAS
A partir dos generosos ganhos financeiros, a execução dos projetos encabeçados pela diretoria deve acelerar. A prova disso é o início da construção do Centro de Treinamento, localizado em Benfica, região metropolitana de Belém, em uma área de 40.000 m², já dotada de alojamento, campo de futebol e vestiário.
Segundo o presidente Vandick Lima, a verba adquirida na transação de Paulo Henrique Ganso será destinada integralmente para o início de outra etapa das obras. No último final de semana, antes de viajar à Bahia, o presidente foi até o município resolver algumas questões de licenças para a limpeza da área. “Nós vamos usar esse dinheiro todo para as obras do nosso CT. É um compromisso de campanha que vamos colocar em funcionamento”, promete.
Atualmente, quem responde interinamente pela presidência do clube é o vice-presidente, Sérgio Serra. Além da execução do projeto do Centro de Treinamento, existem ações que vão desde as melhorias na estrutura física do estádio da Curuzu, que recentemente passou por nova pintura, instalação de catracas eletrônicas para servir de acesso ao “Sócio Bicolor”, reforma de banheiros, até a construção da academia própria.
(Diário do Pará)
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