Tem sido muito difícil repetir a mesma equipe titular no Paysandu por mais de duas partidas consecutivas. Vários são os impedimentos: insatisfação da comissão técnica, impedimento de atletas que disputaram a mesma competição por outras equipes, lesões, ritmo de jogo e etc. No entanto, o maior desses entraves está no número de cartões amarelos que os bicolores receberam durante os jogos.
Na Copa do Brasil, o Papão não tem jogador suspenso, mas os pendurados com dois cartões amarelos somam cinco nomes: o zagueiro Diego Bispo, os volantes Esdras e Ricardo Capanema e os meias Djalma e Eduardo Ramos. Com um cartão figuram o goleiro Zé Carlos, o zagueiro Raul e o lateral-direito Yago Pikachu.
Já pela Série B, o panorama é um pouco mais complicado devido ao número maior de jogos. Atualmente, Ricardo Capanema pegou o gancho da suspensão, enquanto seguem pendurados o zagueiro Jean, o lateral-esquerdo Janílson, o volante Vânderson, e os meias Djalma e Alex Gaibu, além do atacante Careca. Raul, Yago Pikachu e Diego Bispo têm um amarelo, cada.
No Cameponato Brasileiro, em duas ocasiões os cartões alcançaram quatro jogadores, justamente nos jogos mais disputados: Chapecoense 3x2 Paysandu, Paysandu 4x3 Guaratinguetá, Paysandu 1x1 América e Paysandu 2x0 Paraná. Na Copa do Brasil o retrospecto também é elevado, com o mesmo número, porém em menos jogos. Das quatro partidas até o momento, em duas houve o mesmo número de cartões, nas vitórias contra o São Raimundo-RR por 2 a 0 e contra o Naviraiense-MS por 1 a 0.
Alto número preocupa os jogadores
Frear o ímpeto de um atleta na hora da marcação é uma tarefa difícil. O calor da partida, o resultado, a cobrança e a pressão da torcida mexem com a cabeça dos jogadores. Vários fatores influenciam o desempenho individual dentro das quatro linhas, sobretudo a atuação da arbitragem, responsável por lances duvidosos, justos ou polêmicos, como na partida entre Paysandu e Ceará, onde o centro das atenções foi o árbitro potiguar Ítalo Medeiros de Azevedo, responsável pela anulação de dois gols do Papão e um do Ceará.
“Às vezes tem exagero, mas não é só com o Paysandu. Não somos os coitadinhos. Em algumas situações, nós tomamos cartão porque chegamos atrasados, como se diz. Aí precisa fazer a falta e recebe cartão. Se conseguirmos melhorar essa pegada, nós vamos mudar essa situação, mas no futebol acontece, todo jogo é assim, devido aos jogos bem disputados”, justifica o técnico Givanildo Oliveira.
À medida que as competições avançam, a preocupação dos jogadores aumenta, inclusive para quem detém o maior número de cartões do elenco. “Preocupa porque os jogadores vão ficando suspensos. O Givanildo tem conversado conosco sobre essas suspensões, mas se estamos tomando cartão, é para ajudar a equipe”, admite o volante Ricardo Capanema, com cinco cartões amarelos entre Copa do Brasil e Série B, e considerado o homem forte da marcação bicolor, na linha de proteção da zaga.
(Diário do Pará)
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