O Paysandu disse adeus à Copa do Brasil, ao perder para o Atlético-PR por 2 a 1, na noite de ontem, no estádio Durival Britto, em Curitiba. Por muito pouco os bicolores cederam a vaga aos donos da casa, jogando sob uma temperatura de 5 graus. Agora, o Papão volta os olhares totalmente para a Série B do Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o ABC-RN, no próximo sábado (27), em Natal.
De início, o panorama do jogo não permitia uma opinião negativa, mas um detalhe foi crucial: a atuação do árbitro carioca Grazianni Rocha, após marcar aos sete minutos de jogo uma penalidade duvidosa em cima do meia Everton, supostamente derrubado pelo zagueiro Jean. O Atlético abriu o placar e o Paysandu, até ali sentindo-se prejudicado, passou a correr atrás do resultado.
O jogo ficou truncado. A partir dos 17 minutos, os bicolores cresceram e dominaram as ações no meio-campo, mesmo atuando com três zagueiros. A intenção poderia ser jogar mais atrás, mas Eduardo Ramos ligou por diversas vezes o ataque, enquanto Yago Pikachu corria a todo tempo pela direita. Os dois, aliás, participaram da melhor chance na primeira etapa.
Aos 17 minutos, Eduardo Ramos deu belo passe para Careca, livre na esquerda. Ele avançou e cruzou rasteiro para Yago Pikachu, que chutou para fora. Inacreditável. Aos 29, foi a vez do Furacão. Marcelo recebeu de letra de Paulo Baier, na cara do gol. Ao ajeitar para o chute, a bola saiu. Em seguida os impedimentos atordoaram o Paysandu: foram três só no primeiro tempo.
Na etapa final, temendo o pior, Givanildo Oliveira voltou para sistema 4-4-2, tirando Rodrigo Alvim para a entrada de Alex Gaibu. Deu certo. Aos 26, Eduardo Ramos cruzou na área, e após bate rebate, a bola sobrou para Zé Antônio mandar um chute forte no meio do gol: 2 a 1. Em seguida, mais uma mudança, com a saída de Jean para a entrada de Tallys. Tudo, no entanto, não foi suficiente, e o Papão deu adeus mais uma vez à Copa do Brasil.
Marcação do pênalti mudou o rumo da partida
Nada foi mais criticado pelos bicolores do que a arbitragem do carioca Grazianni Maciel Rocha. Para os jogadores e a comissão técnica, foi duro ver ainda no início da partida uma penalidade inexistente, até mesmo na opinião da imprensa local. Os bicolores nada puderam fazer, a não ser protestar de forma veemente, mas já era tarde.
“A gente sabe que a arbitragem vai errar, para um lado ou para o outro. Mas foi um lance capital (pênalti). A gente também teve chance de fazer. Então agora é levantar a cabeça, porque ainda temos um campeonato longo pela frente e precisamos subir na tabela”, disse o volante Zé Antônio.
Além da penalidade, o Paysandu sofreu, ora por culpa própria, ora pela arbitragem, para chegar ao gol. Em outro lance contestado, aos 27 minutos, o próprio Zé Antônio achou o lateral-direito Yago Pikachu, mas o assistente assinalou o impedimento. Ao fim da primeira etapa, os jogadores do alvi-azul cercaram a arbitragem em protesto ao pênalti marcado e saíram reclamando bastante.
“O nosso profissionalismo foi o mesmo, mas, infelizmente, aquele pênalti que não houve acabou atrapalhando bastante o nosso rendimento em campo. Acho que se não fosse essa marcação, teríamos empatado”, desabafou o atacante João Neto, com opinião semelhante a de todos os outros jogadores.
Com o resultado a seu favor, o Atlético administrou como pôde, perdendo até a chance de ampliar, mas já era tarde. Aos bicolores, restaram as queixas. “O time lutou como deu, mas todo mundo viu o lance do árbitro. Agora é levantar a cabeça e olhar para a Série B”, desabafou Yago Pikachu.
Givanildo não amenizou. “Da maneira como nós viemos para cá, se tratando do 0 a 0, o árbitro dá um pênalti no começo do jogo, compromete o time. Infelizmente tomamos o segundo gol, porque o primeiro, nós não tomamos, foi o juiz que deu. Aquele pênalti que não existiu, foi claro. Acabou que ele nos tirou da Copa do Brasil”, disparou o comandante.
Trio de zaga não conseguiu parar o Furacão
Surpreendendo as expectativas, o técnico Givanildo Oliveira colocou o Paysandu em campo no sistema com três zagueiros, fechando com Fábio Sanches, Jean e Raul, o trio defensivo com a missão de desestabilizar o ataque que deu trabalho desde a partida em Belém, com destaque especial para um jogador do ataque adversário.
“A gente não teve dificuldade, porque aquele Marcelo já tinha dado trabalho em Belém. Então, entramos ali com o Raul batendo nele, o Jean na sobre e do outro lado o Sanches com o outro atacante. Tínhamos o Capanema e o Zé Antônio na cobertura”, explicou o treinador.
Sobre as arrancadas de Yago Pikachu, Givanildo diz que a equipe soube fazer a cobertura. “Tivemos alguns lances com o Yago e por vezes conseguimos fechar mais a marcação com esses três zagueiros”, completou.
Somente na segunda etapa, já prevendo o pior e reforçado pela insatisfação com a arbitragem, o treinador alterou a formação, com a saída de Rodrigo Alvim para a vinda de Alex Gaibu. Seguiram-se mais duas substituições: Tallys no lugar de Jean e João Neto na vaga de Raul.
(Diário do Pará)
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