"Meu filho estava treinado há dois meses no Tiradentes e se preparava para a disputa do Campeonato Paraense Sub-17. Se sentia muito bem e nunca havia apresentado qualquer problema de saúde”, afirma Luzia Rayol Cunha, mãe de Marquinho, de 16 anos, ex-jogador das divisões de base do Tiradentes, que morreu no mês passado, vítima de uma causa ainda desconhecida. Ainda hoje, o Instituto Médico Legal (IML) deve liberar o laudo da perícia.
O fato só foi revelado no início desta semana. No último dia 16 de julho, a mãe de Marquinhos recebeu uma ligação do filho, pela manhã, para avisar que ele se encaminhava para um treino do clube em Mosqueiro. Entre meio-dia e uma da tarde, recebeu outro telefonema, mas dessa vez de uma assistente social para avisar que seu filho havia falecido. A família até agora aguarda uma explicação.
“Ele foi levado para o Tiradentes por um senhor chamado Edilberto. Ele disse que no Remo ele não teria futuro, mas lá ele seria titular do time”, conta Luzia. A mãe de Marquinhos afirma que suspeitou algumas vezes do técnico, mas resolveu apostar no sonho do seu filho. “O Edilberto me pediu que não contasse a ninguém no Remo que o Marcos iria se transferir, porque isso poderia complicar o trabalho dele”, conta.
Existem três versões para explicar a morte do atleta: uma que ele teria sentido uma dor no calcanhar e, na viagem até o hospital, piorou e faleceu, outra que ele sentiu um mal estar súbito e caiu morto em campo e outra que ele teria se sentido mal e recebido a orientação do técnico para continuar em campo por mais um tempo. “Não queremos culpados, só queremos a verdade. Queremos saber o que aconteceu com o meu irmão e alertar para que mais jovens não sofram o mesmo”, diz Shirley, irmã do garoto.
(Diário do Pará)
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