Acreditando ser a hora exata para iniciar a reviravolta na Série B do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Paysandu, em conjunto com a comissão técnica, se reuniu na tarde de ontem por mais de duas horas. Entre as pautas do encontro, temas de interesse imediato da torcida, como a contratação e dispensa dos jogadores, além do futuro da equipe, que atualmente encontra-se na 17ª posição da competição nacional, com 12 pontos.
A necessidade do encontro se deu pela recente chegada do técnico Arturzinho. Desde o primeiro contato com o plantel, o novo comandante fez algumas ressalvas preocupantes quanto ao desempenho emocional dos atletas, e foi bem claro quanto às exigências que busca no time. “Caso a gente ache que alguém não se enquadra nesse perfil, vamos começar a avaliar e tentar mudar, porque o Paysandu não pode continuar nessa situação”, disse.
Partindo deste pressuposto, ficou acordado que o time terá a vinda de aproximadamente quatro reforços: lateral-direito, lateral-esquerdo, meio-campo e ataque. São áreas ora instáveis, ora carentes de peças.
A direita, por exemplo, tem na figura de Yago Pikachu o único jogador com ritmo e experiência na Série B, enquanto o reserva Gleissinho fará somente agora sua estreia, depois da suspensão do titular.
Na esquerda, Rodrigo Alvim, Janílson e Pablo tem sido as opções dos últimos três técnicos. Alvim foi dispensado, e comenta-se nos bastidores que Janílson deve estar perto do mesmo fim. A situação do meio-campo requer atenção mais pelo número de opções do que pela qualidade. Eduardo Ramos, Djalma, Alex Gaibu, Diego Barboza e Tallys concorrem por duas vagas; assim como Nicácio, Careca, Iarley, João Neto, Heliton e Bruno lutam por duas vagas na frente. Só quando os reforços estiverem na capital, o treinador dará início às dispensas, para formar um elenco de sua confiança.
Gleissinho cria expectativa por vaga
Com a suspensão automática de Yago Pikachu, devido ao terceiro cartão amarelo tomado, finalmente poderá ser a vez de Gleissinho entrar no time principal do Paysandu na Série B do Campeonato Brasileiro.
O jogador de 21 anos tem sido reserva imediato de Yago desde o Campeonato Paraense, mas nesta Série B ainda não teve oportunidade na equipe. E por coincidência, a vinda de Arturzinho o anima mais para fazer uma boa partida diante do Joinville, nesta sexta-feira.
“O professor conversou com a gente e eu estou na expectativa. Sou o especialista da posição e espero que ele me escolha. Quero a oportunidade de poder jogar e ajudar. A ansiedade é grande. Seria uma estreia em um clube grande. As dificuldades são grandes e torço para que dê tudo certo”, vibra, mostrando atenção redobrada quando o assunto são as cobranças em torno da postura ideal diante do adversário.
“Ele (Arturzinho) pediu para diminuir os espaços, marcar com mais de um jogador. Ele chegou agora e temos que assimilar isso o quanto antes, porque acredito que dará bons resultados. Orientou-nos a trabalharmos mais a bola, com velocidade e sem desespero. Temos que ter tranquilidade para trabalhar bem a bola em busca dos gols”, explica Gleissinho, já sonhando com a vitória e o espanto da má fase. “É uma situação chata. Se perdemos todos vão pegar no pé, mas se ganharmos podemos trazer a torcida para a gente. São os dois lados da moeda”.
Jogadores acreditam em recuperação na Série B
Após 13 rodadas, o Paysandu não conseguiu ostentar uma campanha regular nesta Série B. Foram 13 jogos, com três vitórias, três empates e sete derrotas. A última delas, no entanto, para o América-MG, pareceu ser a mais dolorosa por ter acontecido em plena Curuzu diante de um minguado público de pouco mais de três mil pessoas. O reflexo da baixa presença da torcida, somada aos protestos com o resultado, deixaram alguns jogadores preocupados.
“Na verdade eu nem dormi, depois dessa derrota por 2 a 0. Você trabalha a semana inteira, planeja a vitória e ela não vem, mas a gente sabe que depende de nós mesmos sairmos dessa situação, sobretudo com a chegada de um novo técnico”, fala o meia Diego Barboza, substituído no segundo tempo contra o América, pelo atacante João Neto.
De acordo com Diego, apesar de ser alvo de constantes reclamações, uma boa sequência de resultados, mesmo que vista com extrema dificuldade, poderá trazer de volta o apoio da Fiel.
“Incomoda sim. A torcida critica, mas é normal. Se o time estivesse ganhando, eles nos aplaudiriam. Acho que todo mundo tem vergonha na cara para assumir a situação e o esforço que é preciso ser feito por todos nós”, ressalta.
No dia seguinte à derrota, algumas fontes especularam sobre um posível desconforto entre o grupo, fato inteiramente negado por eles. “O ambiente entre os jogadores é de confiança. Não existe tensão. Sabemos que o momento é difícil, mas temos possibilidade de melhorar. O mesmo grupo que está sendo criticado, se vencer duas, três partidas, ele será aplaudido. Futebol é desse jeito. Ou você está no céu ou no inferno, e infelizmente estamos na parte de baixo”, rebate o volante Zé Antônio.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar