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João Galvão é pai, mas cobra como treinador

A lembrança que não sai da cabeça do técnico João Galvão é a de quando em um dia de treino do Atlético Clube Marabá, em meados dos anos 90, ele sentiu a falta do pequeno Danilo, que com apenas cinco anos de idade deu um susto sumindo dos olhos paternos do

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A lembrança que não sai da cabeça do técnico João Galvão é a de quando em um dia de treino do Atlético Clube Marabá, em meados dos anos 90, ele sentiu a falta do pequeno Danilo, que com apenas cinco anos de idade deu um susto sumindo dos olhos paternos do então jogador Galvão. A procura não demorou muito. Danilo estava embaixo de um banco, dormindo, todo ‘melado’ de manga, o lanche dele naquela tarde.

Hoje, pai e filho dividem o mesmo amor pelo futebol de uma forma especial: João Galvão é o treinador e Danilo Galvão o volante do Águia de Marabá, uma paixão de encontros e desencontros, mas com perspectivas positivas para o futuro.Relaxados em casa, João Galvão, Danilo com 22 anos e João Henrique, o outro filho de Galvão com 16 anos, assistiam a partida entre Guarany e Vila Nova pelo grupo B da Série C do Brasileirão (noite do dia 8), demonstrando que dentro do lar, a paixão continua. “Procuro ser aquele paizão. Apesar de viver em função do Águia por praticamente 24 horas, a gente procura sempre estar presente”, diz.

Falando sobre o relacionamento do pai-técnico com o filho-jogador, e a cobrança por parte da torcida pelo fato de Galvão ter um filho jogando no mesmo clube, o treinador é incisivo. “Não é fácil a gente tenta fazer o melhor possível. Eu procuro não misturar as coisas e pelo bem de todo o grupo eu me cobro muito pra não deixar isso acontecer. E eu sempre digo pra ele conquistar o espaço dele fazendo gols e creio que isso está acontecendo naturalmente”, destacou.

O volante Danilo Galvão fala sobre como é trabalhar com o pai em uma mesma equipe. “Está sendo muito bom, graças a Deus está dando tudo certo esse ano e estou aqui pra mostrar que existe essa cobrança de pai e filho”, salientou.Danilo explica que não possui nenhum privilégio por conta disso. “Acho que às vezes eu tenho uma cobrança especial, diferente por parte da torcida, por ser filho dele. Agora dentro ele me trata como todos os jogadores, na hora da cobrança ele me cobra. O tratamento é igual”, disse. “Aqui fora nós somos pai e filho e lá dentro é treinador e jogador”, esclareceu. Sobre o jogo de hoje contra o Luverdense, Danilo fala em presente. “Um gol seria um grande presente, mas eu acho que uma vitória seria um presente muito melhor.

(Diário do Pará)

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