Alvo de protestos por uma parte da torcida bicolor após a primeira derrota do Paysandu em casa no Campeonato Brasileiro da Série B, o presidente do clube, Vandick Lima comentou o episódio, no qual alguns gritos de ordem foram direcionados a ele. Pela primeira vez, desde que assumiu a presidência alviceleste, o ex-jogador precisou se defender diante da má fase que o clube atravessa dentro das quatro linhas.
Na noite da última terça-feira (6), quando perdeu para o América-MG, o Paysandu foi dirigido pelo técnico Arturzinho, recém contratado para dirigir o time, após as campanhas malsucedidas de Lecheva e Givanildo Oliveira, tampadas por um curto período pelo interino Rogerinho Gameleira, atual auxiliar-técnico. Na metade do segundo tempo daquele jogo, quando o time americano passeava em campo, a torcida começou a inflamar contra alguns jogadores, e após o segundo gol, direcionou as críticas ao camarote onde encontrava-se o presidente e ídolo do clube.
A situação se agravou ao final da partida. Ao analisar o comportamento do grupo, Vandick reconheceu os riscos de um mandato, mostrou-se surpreso, mas acredita que os gritos não representam a opinião geral da nação bicolor. “Eu achava que nunca mais ia ouvir isso. A torcedor dizendo que não precisava de mim, me xingando. Eu avaliei tudo isso antes de me candidatar e poderia acontecer se o time não estivesse bem. Eu não posso dizer que foi a torcida do Paysandu, foram alguns torcedores, que, inconformados com a situação do clube, resolveram protestar contra mim”, disse.
Segundo Vandick, os protestos não inibem os esforços que estão sendo compenetrados para devolver aos mesmos torcedores os dias de glória do clube, mas ressalta que esta será sua primeira e última gestão à frente do Paysandu. “Eu espero, no final do meu mandato, que esses mesmos torcedores estejam satisfeitos com a minha administração e me pedindo para continuar. E eu não vou continuar, mas não por essa manifestação, e sim porque, quando assumi, disse que seria só um mandato. Estou fazendo o máximo para ajudar o Paysandu, muitas vezes deixando de estar com a minha família, para que tudo aconteça dentro daquilo que boa parte da torcida espera”, reitera.
Vandick Lima foi o primeiro presidente do Paysandu empossado no sistema de eleições diretas, ao derrotar o candidato da situação, o também vereador Victor Cunha. Com a chapa Novos Rumos, o atual dirigente tem como prioridade a valorização da marca Paysandu, além do crescimento no futebol, com ações que envolvem prioritariamente a construção do centro de treinamento, no município de Benevides.
O presidente também exerce o segundo mandato no cargo de vereador da capital. Conciliar as duas funções têm sido difícil, mas o destino dos próximos anos, ao que tudo indica, deverá ser apenas na Câmara Municipal. “Depois desses dois anos eu vou voltar para a cadeira, onde é muito mais tranquilo, e espero deixar o Paysandu na Série A”, projeta.
(Diário do Pará)
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