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ESPORTE PARÁ

Paysandu vai à luta contra contra o Palmeiras

Palmeiras e Paysandu fazem, nesta tarde, à partir das 16h20, no estádio Pacaembu, um jogo recheado de controversas. Enquanto o alviverde segue isolado na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, com 12 vitórias em 15 jogos, o Paysandu tenta apenas o

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Palmeiras e Paysandu fazem, nesta tarde, à partir das 16h20, no estádio Pacaembu, um jogo recheado de controversas. Enquanto o alviverde segue isolado na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, com 12 vitórias em 15 jogos, o Paysandu tenta apenas o quarto triunfo na competição, embora esteja mais preocupado em evitar a nona derrota e sair da 18ª posição, com 15 pontos em 15 partidas.

A equipe do técnico Arturzinho terá uma verdadeira missão de guerra, ao melhor estilo ‘Davi contra Golias’. No relato bíblico, o Rei de Israel derrotou o gigante Filisteu com uma pedrada no meio da testa. E isto após ser visto com deboche pelo oponente. Da mesma forma, isentando o desdém, os bicolores lutam reversão do favoritismo, mesmo com algumas mudanças de última hora e desavenças entre o treinador e o goleiro.

A crise que estampa a vitrine bicolor em nada tem a ver com a intenção do Verdão em retornar à elite do futebol brasileiro. Para tanto, o técnico Gilson Kleina terá praticamente todos os titulares à disposição. O único desfalque será o meia Valdivia, que estava com a seleção chilena, mas foi diagnosticado com um edema na coxa e será substituído por Mandieta.

Palmeiras e Paysandu têm um retrospecto grande no futebol. Desde 1974, ano do primeiro confronto, já foram 13 jogos, com sete vitórias do time paulista, dois empates e quatro vitórias do bicolor paraense. A última delas foi em 2005, pela Série B, no estádio Mangueirão. O atual técnico do Palmeiras, Gilson Kleina deve se lembrar bem da data, pois na época dirigia o Paysandu e assistiu as duas equipes se enfrentarem pela última vez no mesmo ano, em vitória do Verdão por 5 a 3, no Palestra Itália.

Fábio Sanches ainda é dúvida

Afastado dos últimos treinamentos devido a um tratamento para eliminar dores na coxa direita, o zagueiro Fábio Sanches já foi liberado pelo departamento médico bicolor. No último coletivo antes da partida, o atleta entrou na equipe titular, em substituição ao companheiro Raul, formando dupla com Diego Bispo.

Na avaliação dele, que passou dois dias em trabalho separado, não há maiores problemas quanto ao retorno diante do líder da Série B. “Hoje (ontem) já treinei normal, com uma leve dor, mas em condições. O professor falou que não tem nada definido, que vai formar a equipe só na véspera do jogo, então eu estou à disposição dele”, ressalta Fábio Sanches.

Enquanto esteve ausente do time, a dupla de zaga permaneceu com Raul e Bispo. Sanches, por sua vez, se limitava a dar algumas voltas ao redor do gramado, ao lado do preparador físico Wellington Vero. Já no coletivo tático, da tarde de ontem, entre as mudanças promovidas pelo técnico, uma delas deu ao camisa 3 a chance de retornar ao time.

E por garantir que não há escalação definida, o atleta mantém a esperança no retorno. “Dá para levar. Vou estar 100%, mas como ele falou que tem algumas dúvidas, agora é com ele. Eu, como todos os atletas, estou à espera da definição”, conclui.

Discussão com Arturzinho pode colocar goleiro no banco

Na véspera da partida contra o Palmeiras, o Paysandu fez mais um coletivo tático, no centro de treinamento do São Paulo, na capital paulista. Arturzinho cobrou e exigiu bastante de seus comandados, que têm nos pés a obrigação de marcar gols em cima do time de melhor campanha nesta Série B. Algumas mudanças significativas ocorreram, mas o treinador garante que só fornecerá a escalação oficial antes da partida.

A equipe que iniciou o coletivo manteve a base das formações anteriores. Durante os trabalhos, porém, uma discussão entre o técnico Arturzinho e o goleiro Marcelo provocou a primeira mudança. Em determinado lance, o treinador cobrou mais agilidade do camisa um para posicionar-se em cobrança de falta.

O arqueiro rebateu dizendo que a barreira não estava pronta, e após alguns argumentos de ambos, Arturzinho mandou o goleiro retirar-se de campo. Zé Carlos, que estava no time reserva, foi chamado para o gol titular. Em seguida, Ricardo Capanema foi substituído por Zé Antônio. Djalma e Eduardo Ramos completaram o meio-campo, enquanto Iarley e Nicácio formaram a dupla de ataque.

Para o volante Vânderson, caso seja realmente confirmado entre os titulares, não há problema quanto ao companheiro de posição. “É difícil falar dos dois. Com o Capanema, eu tenho mais entrosamento. Jogamos juntos há quase um ano. O Zé é um cara muito experiente, conversa em campo. Não tem muita diferença, não. Quem entrar em campo deve fazer sua parte”, destaca.

Machucado, Valdivia é o único desfalque do Palmeiras

Enquanto o Paysandu corre para deixar a zona de rebaixamento, o Palmeiras luta para garantir cada vez mais a ponta da tabela da Série B. Mesmo disputando duas competições simultâneas, o técnico Gilson Kleina já determinou que o time entrará com força total diante do bicolor paraense, exceto pela ausência de Valdivia, vetado pelo departamento médico.

Na manhã de ontem, após confirmar a ausência do chileno, o treinador teve a boa notícia sobre a liberação do atacante Leandro, que, após o jogo contra o Joinville, reclamou de dores na costa. Os exames realizados nada disseram de grave, e o jogador foi confirmado ao lado de Alan Kardec no ataque, de volta depois de cumprir suspensão automática.

Paralelamente, o Verdão também persegue o título da Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira (21), pelas oitavas de finais, o adversário da vez será o Atlético-PR, que, por coincidência, eliminou o Paysandu na terceira fase da competição. E mesmo estando numa situação confortável na tabela da Série B, com cinco pontos na frente da segunda colocada, a Chapecoense, Kleina quer o time todo para o ataque.

Em 15 jogos, o Palmeiras acumula 12 vitórias, um empate e duas derrotas. Tem a seu favor o ataque mais positivo da competição, com 31 gols marcados e 10 sofridos, o que o deixa com um saldo positivo de 21 bolas e 82,2% de aproveitamento.

(Diário do Pará)

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