“Ser diretor social em um clube voltado para o futebol é sempre um desafio por si só”. Assim o diretor social do Paysandu, Osmar Belarmino, define sua missão, reconhecendo que a própria história da agremiação o aponta para outra direção.“A verdade é que clube ainda tem muito pouco a oferecer para o seu associado. Em paralelo com a recuperação da estrutura, temos procurado começar a construir programações regulares na sede, no nosso restaurante e auditório e isso tem aproximado algumas pessoas da sede”, afirma Belarmino.
Com 8.291 sócios proprietários, sendo apenas cerca de 200 adimplentes, a agremiação alviceleste não consegue sustentar sua estrutura através da arrecadação junto aos sócios. Osmar aponta alguns dados de recuperação nesse quadro, como a emissão de 168 novos títulos de sócio proprietário e negociação que resultou na adimplência de 72 sócios do clube, mas aponta um problema no grande número de sócios remidos.
“Acho que houve um descontrole na venda de títulos remidos, foram títulos demais vendidos e pouca gente contribuindo depois. O dinheiro desses títulos ficou só para o gestor da época, para nós ficou o ônus de gerir o clube com poucos recursos” definiu o dirigente.Belarmino afirma que, no momento, uma dos principais esforços na diretoria é atualizar o cadastro de sócios. “Estamos fazendo um recadastramento porque a nossa base de dados era muito antiga e tinha muitos erros – como mesmo título ser creditado a 3 pessoas diferentes. Estamos convidando os sócios a vir à sede e colocar em dia sua situação, por isso, no momento, nossa base de dados é estimativa nesse quesito”, disse o diretor.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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