A baixa presença da torcida bicolor nos jogos dentro de casa é o reflexo da campanha do time na Série B do Campeonato Brasileiro. Tem sido difícil para a Fiel Bicolor engolir uma sequência de maus resultados. Depois de ter passado os últimos seis anos na terceira divisão, a esperança do torcedor começa a tomar ares de preocupação.
Quando estreou na Segundona, o Paysandu precisou mandar as duas primeiras partidas para a Arena Verde, no município de Paragominas, por cumprimento de pena imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em decorrência de incidentes envolvendo a conduta de alguns torcedores no ano passado.
O retrospecto no Município Verde credenciava um excelente público. Contra o Macaé-RJ, na Série C, mais de oito mil torcedores invadiram o estádio. Mas, o prenúncio de bom público logo foi quebrado. Na estreia diante do Asa-AL, o Paysandu foi assistido por apenas 1.227 pagantes. Na terceira rodada, contra o América-RN, o público sofreu nova queda: 953 pessoas pagaram para ir ao mesmo estádio.
De volta a Belém, após a então recente demissão do técnico Lecheva, 8.549 pagantes foram ao Mangueirão assistir a primeira vitória, sobre o Paraná-PR. O resultado convincente fez o número de pagantes subir um pouco. No jogo seguinte, 8.934 assistiram, na Curuzu, uma vitória empolgante sobre do Guaratinguetá-SP, por 4 a 3, com direito a três gols do atacante Careca.
Se longe de casa nada ia bem, a torcida tomou gosto pelo resultado em casa, e 12.070 pessoas pagaram para ver um frustrante empate diante do São Caetano-SP, o maior público do Papão no campeonato. A partir daí, os números despencaram.
A queda vertiginosa não parou mais. De 12 mil pagantes na oitava rodada, 3.196 foram à Curuzu ver a derrota para o Figueirense-SC; 2.532 pagantes viram a derrota para América-MG e apenas 2.116 prestigiaram a vitória sobre o Joinville-SC, no último jogo em casa.
(Diário do Pará)
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