Jogo de um time só. Foi dessa forma que o técnico João Galvão classificou o empate do seu time, o Águia de Marabá, contra o Fortaleza (CE), pela 11ª rodada do Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro. O placar de 1 a 1 foi pior para o time marabaense, pois o distancia do G-4, na longínqua sétima posição. O resultado foi ainda mais dolorido pelo fato do Águia estar jogando no Zinho Oliveira e ter se sobressaído em praticamente toda a partida.
“Tenho que parabenizar meu grupo por jogar tão bem contra o líder do grupo, com oportunidades claras, ficando, a maior parte do jogo, no campo do adversário. Infelizmente, não foi o suficiente para conseguirmos fazer o dever de casa”, considerou Galvão. Dessa forma, os dois times continuam com um grande tabu entre si: seis jogos e seis empates na Série C.
Assim como no seu jogo anterior contra o CRB (AL), quando o time marabaense era melhor, foi o adversário quem inaugurou o placar. Aos 10 minutos, quando ninguém esperava, Assisinho, de cabeça, marcou para os cearenses, se aproveitando de uma bobeira da zaga.
Mas, para sorte do treinador do Azulão, o gol não abalou seu time, que continuou pressionando. Júnior Timbó era um dos que mais infernizava a meta do Leão do Pici. Mas foi o lateral-direito Neno que, aos 23 minutos, recebeu um levantamento na área e testou a redonda para o fundo da rede.
No segundo tempo, nada mudou. O Azulão continuou melhor em campo, com fortes investidas de Junior Timbó, que estava inspirando na tarde de ontem, mas não o suficiente para fazer a bola entrar. Por muito pouco, ele não marca o gol da virada, quando o relógio batia os 31 minutos.
Além de Timbó, quem resolveu se inspirar também para ver se resolvia, foi Diego Palhinha. Mas, mesmo com dois jogadores esforçados, nada. O goleiro João Carlos foi quem mais trabalhou no time do Fortaleza.
Já no final, o Tricolor desperdiçou uma chance incrível com Ruan, em chute à queima-roupa. Para sorte dos aguianos, o goleiro Jair, salvou, o que, além do “jogo de um time só”, poderia se transformar em uma grande injustiça.
“Agora temos quatro jogos fora de casa para recuperar esse ponto perdido. Eu já fechei com o meu grupo e estamos em uma crescente. Vamos nos recuperar desse empate”, garante Galvão.
(Diário do Pará)
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