Um dos fatores apontados pelos bicolores para o sucesso do Paysandu contra o Sport Recife, na vitória por 2 a 0, na última terça-feira, foi a repetição da equipe que jogou contra o Bragantino, na rodada anterior. Resguardando erros e acertos, nas devidas proporções, o técnico Arturzinho conseguiu pela primeira vez manter a mesma formação sem ser prejudicado por cartões ou lesões musculares, dando ao time maior entrosamento e ritmo de jogo.
“Quanto mais o professor tiver a oportunidade de repetir a equipe, ele vai fazer. Ainda mais que estamos numa crescente, e assim podemos nos conhecer melhor. Quanto menos você mexe na equipe, o entrosamento aumenta. Ficamos felizes, porque não lembro, no primeiro turno, uma sequência de dois jogos com o mesmo time, e agora podemos ir para a terceira partida, sem problemas de lesão ou cartão”, comemora o volante Zé Antônio.
A base do Paysandu veio com Paulo Rafael, Yago Pikachu, Fábio Sanches, Leonardo, Gilton; Vanderson, Zé Antônio, Jaílton, Eduardo Ramos; Iarley e Marcelo Nicácio. Com apenas duas substituições (Diego Bispo e Aleílson), o próprio treinador garante que a repetição favorece quem joga e quem está no banco. “É o ideal de todo técnico. A repetição nos deu qualidade, e aos poucos vai dando ao time uma cara mais sólida”, assegura.
Desde que chegou ao Paysandu, Arturzinho não repetia uma escalação por dois jogos, e na visão dos próprios jogadores, admitindo que será difícil continuar desta forma pelo restante do campeonato, a meta estipulada é garantir que a cada jogo, o grupo inteiro entre no mesmo ritmo. “A gente sabe que será difícil manter essa equipe até o final do campeonato, mas estamos criando um grupo forte, contando com o pessoal do banco, que também luta por um espaço”, entende o atacante Nicácio.
Bicolores enfrentam longa viagem
Atentos ao calendário apertado, a delegação e comissão técnica do Paysandu está agora com os olhos voltados para a maratona que os levará até Arapiraca (AL), para enfrentar o Asa, nesta sexta (6), às 21h50, pela 20ª rodada do returno da Série B. Serão nada menos que 10 horas de viagem, com escala em quatro cidades e mais algumas horas de ônibus até o local da partida.
A delegação, com os 18 relacionados mais a comissão técnica, embarca às 4h10 desta quinta-feira, com destino à cidade de Fortaleza (CE). De lá, às 7h10, o grupo segue para Recife (PE), com chegada prevista às 8h13. De Pernambuco, segue rumo a Salvador. Só às 10h45 a delegação deixa a capital baiana para a cidade de Maceió (AL). E finalmente, às 13 horas, o time parte em direção a Arapiraca.
Diante de uma viagem tão longa e cansativa, não há alternativa, que não seja priorizar da melhor forma possível a concentração e o descanso. “Não temos tempo pra treinar. O tempo que dá, o Arturzinho nos faz crer que é importante manter o corpo descansado. Vamos passar boa parte do tempo sem descanso, na ida e na volta. Aquelas duas semanas de folga que tivemos para trabalhar, foi o melhor tempo possível”, relembra o volante Zé Antônio.
Assim que jogar contra o Asa, o Paysandu volta a Belém, para enfrentar, na próxima terça-feira (10), o Ceará. “O tempo é muito curto, na terça já temos outro jogo importante. É preciso estar descansado e concentrado para vencer essa maratona”, resume o volante.
(Diário do Pará)
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