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ESPORTE PARÁ

Paysandu tem a chance de mostrar que está vivo

Para mostrar que está mais vivo do que nunca, na Série B do Campeonato Brasileiro, o Paysandu promete não medir esforços em mais uma batalha, desta vez pela 20ª rodada, diante do Asa, no Estádio Municipal de Arapiraca (AL), a partir das 21h50. A partida m

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Para mostrar que está mais vivo do que nunca, na Série B do Campeonato Brasileiro, o Paysandu promete não medir esforços em mais uma batalha, desta vez pela 20ª rodada, diante do Asa, no Estádio Municipal de Arapiraca (AL), a partir das 21h50. A partida marca o primeiro reencontro do returno da competição, na qual os bicolores precisam de uma vitória fora de casa para assegurar que a alternância de jogos bons e ruins não vai se repetir.

Embalados pela vitória diante do Sport-PE, na última terça-feira (3), o elenco bicolor passou por cima de uma viagem de quase 12 horas, rumo ao interior alagoano. Na bagagem, um time completo e confiante promete cumprir à risca o script desenhado pelo técnico Arturzinho, que pela primeira vez nesta Série B, repete a mesma formação por três jogos consecutivos.

Sem jogadores lesionados ou suspensos, o Paysandu vai por cima e a vitória fora de casa já se mostra urgente, sobretudo pela incômoda 18ª posição, que o persegue a cada jogo. Com 19 pontos, uma vitória pode representar a saída da zona de rebaixamento e a consequente aproximação do meio da tabela, onde encontra-se o adversário desta noite.

O Asa, por sua vez, ainda se refaz da surra que tomou do São Caetano por 3 a 0. A única dúvida do técnico Leandro é quanto a escalação do zagueiro Micael, que aguarda julgamento de recurso em caso de antidoping, na época que atuava pela Lajeadense-RS. A esperança de gol do time segue nos pés do artilheiro Lúcio Maranhão, com cinco gols na Série B. Uma vitória do Alvinegro garante a equipe cada vez mais próxima do G10, enquanto os bicolores lutam primeiro para sair do Z4.

Asa luta para levantar voo hoje à noite

Da mesma forma que o Paysandu tenta soerguer-se na Série B, o Asa-AL, quer emplacar mais uma vitória em casa, para espantar de vez o risco de cair na zona de rebaixamento. E somente um bom resultado - após a derrota para o São Caetano por 3 a 0 na rodada passada - trará ao Fantasma das Alagoas a tranquilidade necessária de seguir na Série B.

Com a equipe praticamente definida, o técnico Leandro Campos aposta no entrosamento do time, que tem como maior expoente o atacante Lúcio Maranhão, artilheiro do Asa na Série B, com cinco gols. Além disso, joga com a vantagem de ter um elenco entrosado e atletas que atuam juntos por mais de uma temporada. Essa qualidade foi ressaltada pelo próprio técnico bicolor, Arturzinho.

“Eles mantiveram a base. É um time que está jogando há algum tempo. São jogadores que atuam há um, dois anos e são diferenciados. O que me deixa esperançoso é que o Paysandu melhorou”, disse o comandante.

A única dúvida na onze titular fica a cargo da absolvição do zagueiro Micael, que responde na corte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a um processo de antidpoing, quando atuava pela Lajeadense-RS. No mais, a equipe, praticamente definida, espera os bicolores com a esperança de avançar mais três pontos na competição e sair da 13ª posição, com 22 pontos.

O improviso está com os dias contados

Apesar de ter o departamento médico atarefado com inúmeros atletas, a comissão técnica tem mais motivos a comemorar. Pela terceira vez, nesta Série B, a equipe que vai a campo para enfrentar o Asa será a mesma de um jogo anterior. E somado com a entrada de Aleílson e do lateral-direito Max, na reserva, tudo leva a crer que o técnico Arturzinho tenha tranquilidade na hora de conduzir a equipe diante dos alagoanos

“Nós estamos começando a ter opções, e opções de alto nível. Não estamos mais improvisando, que acontecia quando cheguei. O Pablo, por exemplo, estava sendo improvisado na lateral e não é o ofício dele. Tinham alguns jogadores aquém em termos físicos, táticos e até técnicos. Agora estamos criando um grupo forte e é isso que faz a diferença em um campeonato corrido como a Série B”.

A evolução tática, apesar de ter sido visível, só se fará eficaz com o bom resultado fora de casa, e ele passa necessariamente por uma vitória. “É importante uma vitória fora, que ainda não conseguimos e por se tratar de um adversário que dá para encostar. Apesar de não sair zona de rebaixamento, nos encontramos a um ponto de deixá-la. Terminamos o segundo turno bem e a tendência é manter esse espírito”, ressalta o volante Zé Antônio, incumbido, como os demais, de fazer uma dupla função no decorrer da partida.

“Sem a bola a gente marca. É o que o Arturzinho pede. Quando estamos sem a bola, todo mundo marca, não tem meia, atacante, todo mundo volta. Quando tem a bola ele dá a liberdade para o jogo, tanto eu, como o Jaílton, os laterais podemos subir, o Eduardo chega com força. Eu avalio dessa maneira. Quando Onde estamos com a bola o time se aproxima, faz triangulação”.

(Diário do Pará)

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