Aos nove minutos do primeiro tempo, cinco depois de abrir o placar para o Paysandu contra o Asa-AL, o atacante Marcelo Nicácio foi ao chão, reclamando de dores intensas na região posterior da coxa esquerda. Isso obrigou o técnico Arturzinho a queimar uma substituição no início da partida, pondo Aleílson numa situação claramente desconfortável, devido à falta de entrosamento com o restante do grupo.
Pelo menos Aleílson tem mostrado qualidades que ultrapassam o tempo de jogo, mas a entrada precoce, não foi bem vista pelo treinador. “O cara faz o gol e pede para sair na sequência. Me tira uma substituição e fica fora de combate. O Aleílson entrou sem o posicionamento ideal. Talvez, se entrasse no intervalo, teríamos mais oportunidade”, opina Arturzinho.
O agravante, segundo o treinador, está na repetição das saídas, cada vez mais precoces. “Ainda não conversei com o departamento médico para solucionar isso. Todo jogo o Nicácio tem pedido substituição. Foi assim contra o Palmeiras, Sport, Asa... tem que ver se está no sacrifício. Ele quer ajudar, mas tem que ter a avaliação correta para não perder o jogador. É o único centroavante de área que tenho à disposição”, explica.
Por sua vez, o departamento médico, afirma que está providenciando exames mais detalhados para definir a real situação do artilheiro do time no Campeonato Brasileiro da Série B, com seis gols, sendo dois nos últimos jogos. “O último jogo que fez na Curuzu, contra o Sport, o Nicácio jogou até os 15 minutos do segundo tempo. Ele viajou para Arapiraca (AL) porque não sentiu nada. Não queremos nenhum jogador sem condições, vamos fazer exames amanhã (hoje) bem cedo para definir essa situação. Provavelmente é uma lesão mais avançada do que já teve. Pode ser uma lesão, não uma contratura. Só os resultados irão dizer”, afirma Rodrigo Badaró, médico do clube.
(Diário do Pará)
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