Felipão estará com um “aperto no coração” no amistoso desta terça-feira entre Brasil e Portugal, às 22 horas (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos. Ele viveu conquistas importantes pessoais e profissionais dos dois lados. “Eu tenho cidadania italiana, mas considero Portugal minha segunda pátria. Vou sentir o mesmo aperto no coração que senti quando dirigia Portugal e enfrentei o Brasil. Vivi seis anos lá intensamente”, disse o treinador na entrevista coletiva, nesta segunda, depois do último treino antes do amistoso.
Será a primeira vez que Felipão vai enfrentar a seleção que dirigiu no período entre 2003 e 2008. Nesta passagem, foi vice-campeão da Eurocopa de 2004, colocação inédita para os portugueses. Nos confrontos contra o Brasil, Felipão leva vantagem com um empate e duas vitórias.
Além das conquistas profissionais, Felipão também cita os laços fraternais e familiares. Seu filho Leonardo é casado com a portuguesa Mafalda e ele mantém um relacionamento estreito com os jogadores e também com a Federação Portuguesa de Futebol. “Conheço 90% do grupo. Quase todos já trabalharam comigo. Será muito bom reencontrá-los, conversar antes e depois do jogo”, disse o treinador.
Todo esse clima de amizade, no entanto, vai terminar quando o árbitro apitar o início do jogo. Sentimentos à parte, Felipão considera a partida importante para a preparação da seleção. Segundo ele, faltam apenas cinco partidas para o final do ano, limite que ele próprio definiu para definir os jogadores titulares. O planejamento foi necessário uma vez que a seleção não está disputando as Eliminatórias e, portanto, não tem jogos oficiais.
Nesse momento de preparação, Felipão lamentou a ausência de Cristiano Ronaldo. Depois de marcar três gols na vitória sobre a Irlanda do Norte por 4 a 2, nas Eliminatórias Europeias, na última sexta, o atacante sofreu uma tendinite e foi poupado do jogo. “Seria importante que ele jogasse para testar nosso setor defensivo. É a mesma coisa se tirássemos o Neymar da seleção”.
(AE)
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