Às vésperas da viagem rumo ao Rio Grande do Norte, onde enfrenta o América, neste sábado (17), no estádio Nazarenão, o Paysandu realizou o último trabalho coletivo, antes do embarque, que aconteceu na tarde de ontem. A única ausência no trabalho entre os jogadores relacionados para o time titular foi o atacante Iarley, que sente dores no tornozelo direito e foi poupado pelo departamento médico. Heliton treinou no lugar dele.
O técnico Arturzinho comandou um treino em campo reduzido. O intuito nesse trabalho foi compactar a equipe, forçando os jogadores a marcar com maior intensidade e sair jogando de maneira mais eficiente. Os titulares escalados foram os mesmos que formaram a base dos últimos jogos, com o retorno do zagueiro Fábio Sanches, que já cumpriu suspensão e está liberado para jogar.
Para os jogadores, o time inteiro está confiante na primeira vitória fora de casa na Série B do Campeonato Brasileiro, algo que não acontece desde a edição de 2006, curiosamente contra o mesmo adversário de amanhã. “Nós observamos uma crescente no últimos jogos fora de casa. Melhoramos, nos adaptamos e organizamos a equipe, com mais opções de jogadores e um elenco mais qualificado. Pode ser coincidência ganhar do América, mas a evolução é notória. desde o Bragantino”, comenta o atacante Iarley.
Na sequência, os atacantes fizeram um treino a parte, com foco nas finalizações, onde o próprio treinador acredita que o time ainda pode melhorar, a julgar pelas últimas exibições em jogos fora de casa. “A meta é pontuar e ficar fora da zona do rebaixamento. Se vocês analisarem, se o time tivesse empatado contra o Icasa, aqui, estaríamos melhores. Se houvesse o empate com o América, o Oeste, tudo que se soma no final ajuda”, acredita Arturzinho.
Setor jurídico vai processar ‘torcedor’
O Paysandu escapou, pelo menos por enquanto, de sofrer uma punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Tudo porque na partida válida pela 17ª rodada da Série B, contra o Icasa, os bicolores perderam por 2 a 1, e parte da torcida, inconformada, resolveu atirar alguns objetivo no gramado. O árbitro alagoano Charles Hebert Cavalcante anotou o incidente na súmula e clube foi intimado a defender-se, com a possibilidade da perda de mando de um a quatro jogos.
O julgamento marcado para a tarde de ontem não aconteceu e o caso foi retirado da pauta diária da corte. Mesmo assim, o processo ainda pode ser retomado, mas o departamento jurídico acredita que clube pode escapar da punição. “Nós acrescentamos à petição novos documentos que comprovam que o torcedor foi identificado e preso. Mas estaria faltando um documento. Não sabemos o que ocorreu, mas foi concedido um prazo de sete dias para complementá-la, mas de repente o processo ainda pode ser arquivado”, explica Alberto Maia, diretor jurídico.
Para evitar outras situações semelhantes, a partir de agora quem for apanhado atirando objetivos no gramado terá de arcar com as consequências de seus atos. “O torcedor que causar qualquer prejuízo ao espetáculo, vai ser processado por danos morais e materiais contra o clube. Poderemos pedir até indenização de R$ 10 mil.
Após suspensão, Fábio Sanches volta ao time
A volta do zagueiro Fábio Sanches ao time principal é a única novidade no elenco para partida contra o América-RN. Sanches vai formar dupla com Leonardo, que tem sido presença constante na defesa, e uma das peças encaixadas pelo técnico Arturzinho desde sua chegada ao Paysandu. O atleta, que foi um dos primeiros indicados, mas permaneceu algumas rodadas em preparação, acredita que a sequência de jogos tem sido positiva.
“Estou melhorando a cada dia. Eu treinei pouco, porque cinco dias depois de iniciar, me machuquei. Aí fiquei parado por dez dias e voltei a treinar, para ser logo relacionado contra o Bragantino, porque não havia outra peça. Não foi o ideal, mas no dia a dia vou melhorando”, diz. Leonardo D’agostini credita a ascensão bicolor com base nas interferências táticas promovidas pelo técnico no que diz respeito ao conjunto defensivo.
“O time vem numa boa sequência. O meu primeiro jogo foi contra o Bragantino, e jogamos, Fábio, Vânderson, Zé e eu, então quando se repete o mesmo time, é muito importante para não tomar gols”, acrescenta.
No entanto, a ideia de que o adversário, por estar numa situação de risco, não representa esperança a mais no resultado, e o treinador do Papão sabe bem que cada jogo se transforma numa verdadeira batalha.
“Tudo é difícil na Série B. O mais difícil ainda é a gente sair rápido o bastante dessa posição incômoda. Essa é o principal meta do time contra o América. Não podemos escolher adversário e achar que alguma coisa será favorável. A disponibilidade é essa”, adverte o treinador.
(Diário do Pará)
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