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ESPORTE PARÁ

Ex-zagueiro Sérgio relembra conquistas do passado

“Eu não tive tanta dificuldade assim para parar. Foi meio curioso que a minha família sentiu mais do que eu, porque estava acostumada a ir aos estádios para me ver jogar. Na mesma época eu comecei a trabalhar aqui, então foi uma adaptação relativamente rá

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“Eu não tive tanta dificuldade assim para parar. Foi meio curioso que a minha família sentiu mais do que eu, porque estava acostumada a ir aos estádios para me ver jogar. Na mesma época eu comecei a trabalhar aqui, então foi uma adaptação relativamente rápida. Só começou a doer quando eu voltei a assistir aos jogos dos times que eu joguei – não poder entrar em campo e ajudar após tantos anos vivendo nos gramados, era angustiante”.

Com essas palavras o ex-zagueiro Sérgio definiu o momento de sua transição na aposentadoria dos gramados. Hoje, aos 40 anos de idade, ele trabalha como supervisor de logística em uma empresa situada na rodovia BR-316, onde começou a trabalhar logo após pendurar as chuteiras, em 2009.

Formado nas divisões de base da Tuna Luso, Sérgio ficou marcado pelos títulos conquistados no Paysandu, na era Givanildo Oliveira, entre 2000 e 2003, e pelo título da Série C com a camisa do Remo, em 2005, tempos em que era um atleta de marcação leal e eficiente e ainda fazia gols de cabeça. Hoje em dia, o zagueiro só joga futebol nas peladas com os amigos. “Foi por causa do futebol que eu consegui esse emprego. Um colega do meu time de peladas me convidou para trabalhar aqui quando soube que eu estava me aposentando. Hoje jogamos bola juntos no time da empresa”, conta.

Do futebol, o que ficou para o resto da vida foram as boas lições, afirma o ex-atleta. “Quando você está jogando e está vencendo, o futebol te enche de tentações. Muito dinheiro, festas, mulheres, mas eu sempre fui um cara centrado. Sou casado há 20 anos, e pai de um menino de 16. O futebol não me deixou rico, mas me propiciou uma vida boa com a minha família. Guardei o caráter que eu aprendi com o futebol para a minha vida, o resto eu deixei de lado”.

Apresentando a mesma forma física dos tempos de boleiro, Sérgio diz que fica feliz quando retorna a um estádio de futebol e ouve a torcida dizendo que ele deveria voltar a jogar, mas entende que fez a opção correta. “O torcedor é muito passional. Eu sabia que já não dava mais. Se eu fosse nesse embalo os mesmos torcedores que pediam para eu voltar, depois iam pedir para eu parar dizendo que já estava muito velho”, brinca o ex-jogador. (Diário do Pará)

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