As pretensões do Clube do Remo não podem ser pequenas em 2014. Afinal de contas, o histórico dos últimos cinco anos do clube são tristes. O futebol profissional, “carro-chefe” da instituição, não consegue avançar de série neste período, sendo que em três das cinco temporadas, nem mesmo a classificação para disputar o Campeonato Brasileiro da quarta divisão, o time conseguiu. Os últimos seis meses deste ano, por exemplo, estão sendo da mesma forma como foram os segundo semestres de 2009 e 2011: sem disputa de competições oficiais. Cumprir uma agenda de amistosos é o que sobrou como alento.
A situação do Leão Azul ano que vem chegará ao seu ponto crucial, pois voltar a falhar no Campeonato Paraense é inadmissível. “Vencer” é o único verbo a ser conjugado. Caso contrário, não se sabe o que poderá acontecer com clube no sexto ano sem torneios e títulos. A torcida suportará? Como manter, mais uma vez, um clube sem jogar? E as dívidas acumuladas, quem pagará?
São muitos questionamentos para serem respondidos. Zeca Pirão, presidente que assumiu o Remo no início de julho, aposta alto para que nada possa dar errado em 2014. Primeiramente, contrariando alguns conselheiros mais antigos do Condel, Pirão trocou parte de sua diretoria por novos e jovens profissionais, ligados a uma associação de sócios. Mas a ousadia não parou por aí. O departamento de futebol já anunciou que mais quatro ou cinco jogadores chegarão até o final desse ano das séries C, B e até A do Brasileiro para somar com a base que está sendo montada agora.
Nesses últimos anos, em sua maioria, as contratações tiveram com pano de fundo a terceira divisão nacional. Mas, comumente, alguém com experiência na segunda divisão também deu as caras pelo Baenão. Da primeira divisão, porém, bem mais raros. Para a nova temporada, a diretoria promete um grande reforço para vestir a camisa 33, projeto alusivo a um dos maiores feitos na história do Remo: o tabu de 33 jogos, durante cinco anos, sem perder para o maior rival Paysandu.
Mas, entre novas promessas, a pergunta que fica é: será que esses jogadores darão certo no Remo? O Bola faz agora, uma recapitulação dos últimos atletas das séries C e B que deram e não deram certo no Baenão nessas temporadas inglórias
Eles se salvaram do fiasco
Na temporada 2012/2013, mais de 30 jogadores chegaram a ser contratados pelo Clube do Remo. Indicados pelo ex-técnico Flávio Araújo, que vinha de boas campanhas pelo Sampaio Correa (MA) e América (RN), era natural que a grande maioria viesse de passagens por clubes da região Nordeste, principalmente, do América, onde, em 2011, Flávio fez o time subir da série C para a B.
A experiência de Flávio Araújo, que vinha de três acessos em Brasileiros seguidos no currículo – ganhou até mesmo o apelido de “Rei do acesso” por esse feito –, trouxe bons valores ao clube, que inclusive, irão disputar novamente o certame de 2014 com a camisa azul-marinho. O principal deles é unanimidade: o goleiro Fabiano. O atleta chegou ao Baenão vindo do Guarany de Sobral da série C e com a experiência de ter trabalhado com Flávio no América. Operou verdadeiros milagres no Campeonato Paraense. Pelo profissionalismo e empatia com clube, Fabiano virou xodó da torcida.
Outro contratado desse ano que abraçou a causa remista e ganhou simpatia dos azulinos foi o zagueiro Henrique. O defensor veio com uma história curiosa: sua última competição havia sido a série B do Campeonato Brasileiro de 2011 pelo Salgueiro (PE). Henrique estava há mais de um ano e meio sem jogar por ter sido pego e punido por em um exame antidoping. A contratação do atleta foi uma aposta no resgate de sua autoestima e superação, que deu certo.
O atacante Val Barreto teve um começo muito bom no campeonato desse ano - foi o artilheiro azulino com nove gols -, mas, por suas últimas apresentações, passou a dividir opiniões. De qualquer forma, Val irá voltar a fazer parte do elenco em 2014.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar