A decisão sobre o destino do Carrossel não diz respeito somente às vontades da atual diretoria do Clube do Remo. Qualquer assunto proposto relacionado ao Leão deve passar por uma rígida avaliação do Conselho Deliberativo do clube (Condel), que precisa debater junto aos conselheiros e definir se aprova ou não o negócio. “Quem decide é o Condel.
As propostas do presidente (Zeca Pirão) estão chegando para que sejam apreciadas pelos conselheiros. Vamos estudar com calma a melhor forma, seja no sistema de venda ou comodato”, garante Orlando Ruffeil, acrescentando que existem atualmente três propostas de compra.
De acordo com o benemérito e pesquisador azulino, o sentimento tem sido favorável. “Pelo o que percebi, o desejo é que seja vendido por um preço real, que seja, digamos assim, que vá ao encontro dos nossos anseios. Valorizando a área, e não por um preço aviltante. É um espaço supervalorizado, nobre em Belém. Tem que ser um preço justo. Nessas condições eu sou favorável, como a maioria”, aponta.
Segundo ele, caso o valor seja realmente o correto, o clube poderá dar um salto em direção ao futuro. “Com isso, o Remo tem como barganhar a dívida trabalhista e investir como um todo. Um CT, sede campestre ou no futebol. O ideal seria vender só o Carrossel, pagar a Justiça do Trabalho”, acredita.
A área possui aproximadamente cinco mil metros quadrados e tem o nome de “Carrossel” desde a década de 1980, quando o falecido empresário Bosco Moisés investiu no local, colocando uma lona de circo e promovendo bingos e eventos. Na época, o clube conseguiu bons lucros com os aluguéis, mas na década seguinte o terreno foi sublocado, tendo sido recuperado na justiça.
(Diário do Pará)
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