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ESPORTE PARÁ

Paysandu pode vir com surpresas na escalação

O técnico Vagner Benazzi começou a montar, ontem, o time do Paysandu para enfrentar o São Caetano-SP, amanhã, na casa do adversário. O treinador comandou, à tarde, no estádio Pedro Benedetti, na cidade de Mauá, um minicoletivo, quando surpreendeu com algu

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O técnico Vagner Benazzi começou a montar, ontem, o time do Paysandu para enfrentar o São Caetano-SP, amanhã, na casa do adversário. O treinador comandou, à tarde, no estádio Pedro Benedetti, na cidade de Mauá, um minicoletivo, quando surpreendeu com algumas mudanças na formação. A principal delas, sem dúvida, a entrada de Alex Gaibu, no ataque, substituindo Héliton, que deve perder a condição de titular, após a apagada atuação que teve contra o Guaratinguetá-SP. As outras alterações ocorreram na defesa. O meio-campo foi o único setor preservado pelo técnico bicolor.

Sem contar com o lateral-direito Yago Pikachu e o zagueiro Raul, ambos suspensos, o treinador optou, no primeiro treino de conjunto do grupo, pelos substitutos Max e Dirceu, respectivamente. Os jogadores se integraram a delegação alviazul na cidade de Santo André, onde a comitiva chegou no final da tarde da última quarta-feira. Caso sejam mantidos entre os titulares, Max e Dirceu, vindos do Vasco da Gama-RJ e Coritiba-PR, farão suas estreias com a camisa do Papão.

A formação que Benazzi colocou em campo, ontem, teve Paullo Rafael; Max, Fábio Sanches, Dirceu e Pablo; Zé Antônio, Vanderson, Djalma e Eduardo Ramos; Alex Gaibu e Dennis. Havia a expectativa em torno da escalação dos atacantes Careca e Iarley. Mas, o fato de o primeiro estar vindo de uma contusão e o segundo ser um veterano, parece ter influenciado na preferência do treinador pela entrada de Gaibu e a manutenção de Dennis no time titular.

Hoje, no mesmo “Pedro Benedetti”, Vagner Benazzi ministra o apronto, quando, finalmente, definirá a formação da equipe para o começo da partida contra o Azulão. Todavia, a tendência gira em torno da manutenção da equipe que treinou ontem. O apronto, inicialmente, seria no período da tarde, mas depois de conversar com seus assistentes, Benazzi resolveu antecipar a última movimentação do time bicolor.

Gramado em bom estado deverá ajudar

Os jogadores do Paysandu, assim como o técnico Vagner Benazzi, estão apostando todas as fichas no gramado do estádio Anacreto Campanella, para que o local ajude o time a arrancar a sua primeira vitória fora de casa na Série B. Depois de terem enfrentado o campo de várzea de Guaratinguetá, cheio de buraco e “careca” em vários pontos, os bicolores acreditam que em São Caetano do Sul, em um gramado bem superior, a equipe vá render futebol superior ao que mostrou no empate com o Guaratinguetá-SP.

“As informações que recebemos, até do próprio professor (técnico Vagner Benazzi), que conhece muito o estádio, são de que o gramado lá é bem superior aquele em que jogamos na terça-feira”, disse o meia Djalma. Na avaliação do apoiador, as condições do gramado do estádio Dario Rodrigues Leite, foi um dos empecilhos que impediram o Papão de somar mais três pontos. “Não tinha como controlar a bola e alimentar o ataque com jogadas de qualidade”, acusou.

Embora o resultado diante do Guará não tenha sido a vitória, segundo Djalma, a partida deixou ensinamentos. “A nossa marcação funcionou muito bem e isso a gente tem de levar para a próxima partida”, disse. Sobre a chance de gol que desperdiçou nos últimos minutos diante do Guará, o meia admitiu: “Acabei me precipitando no lance. O Eduardo (Ramos), que é um cara mais experiente, até chamou a minha atenção depois do lance”.

Estudar o adversário é fundamental, Papão

Conhecedor profundo do futebol do interior de São Paulo, no qual tem grande rodagem, o técnico Vagner Benazzi vem passando aos jogadores do Paysandu todas as informações possíveis sobre o São Caetano-SP. O objetivo é evitar que o Papão deixe escapar a chance de retornar para Belém com quatro pontos na bagagem.

Ontem, após o treino da tarde, em Mauá, o volante Vanderson revelou parte do teor das preleções do treinador ao grupo. De acordo com o experiente meio-campista bicolor, uma das orientações de Vagner Benazzi diz respeito a atenção do seu time nos contra-ataques do adversário.

“Ele (Benazzi) salientou muito essa característica do time deles”, contou Vanderson. “O Benazzi nos disse que o São Caetano é muito rápido nas jogadas de contragolpe e que precisamos estar atentos o tempo todo”, prosseguiu.

Sobre as mudanças feitas pelo treinador, o volante afirmou: “Muda a equipe, mas a postura deve ser a mesma do jogo contra o Guaratinguetá, conforme pediu o professor”.

Vanderson ressaltou, ainda, que o time bicolor teve tempo suficiente para descansar da partida contra o Guaratinguetá e também do deslocamento até a cidade de Santo André. “Assim dá para todo mundo entrar 100% no sábado, contra o São Caetano”, disse o atleta.

Time bicolor tem que se precaver contra futuros desfalques

O Paysandu entra em campo, amanhã, para enfrentar o São Caetano sob a ameaça de não poder contar com duas peças importantes de sua equipe no jogo seguinte, terça-feira, 8, diante do Boa Esporte-MG, em Belém. O zagueiro Pablo e o volante Zé Antônio, titulares absolutos, estão pendurados com dois cartões amarelos. Caso levem o terceiro, os jogadores terão de cumprir suspensão automática. Outro que está na mesma situação é o meia Esdras, mas este vem aparecendo como opção no banco de reservas da equipe.

Mas, se por um lado existe o risco da perda de Pablo e Zé Antônio, principalmente, e ainda Esdras, por outro, o técnico Vagner Benazzi já terá diante do Boa o retorno do lateral-direito Yago Pikachu e do zagueiro Raul. Os jogadores receberam o terceiro cartão amarelo diante do Guará e tiveram de retornar a Belém. A dupla, que chegou a Belém na noite de quarta-feira, começou a treinar ontem junto com os jogadores que não foram relacionados para as duas partidas no interior de São Paulo.

A volta de Pikachu a lateral-direita é dada como certa, já que o jogador só tem recebido elogios do treinador. “A pegada do Pikachu no jogo com o Guaratinguetá foi excelente”, avaliou Benazzi. “Ele sofreu o pênalti e, com muita personalidade, fez a cobrança, permitindo que nosso time chegasse ao empate”, completou o técnico, referindo-se ao jogo contra o Guará.

(Diário do Pará)

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