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ESPORTE PARÁ

Paysandu foi um time frágil diante do Boa Esporte

O Paysandu está de volta à sua velha conhecida na Série B do Campeonato Brasileiro: a zona de rebaixamento da competição. O Papão, mesmo tendo o apoio da Fiel, que enfrentou dificuldades para ir à Curuzu, ontem à noite, voltou a decepcionar e não passou d

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O Paysandu está de volta à sua velha conhecida na Série B do Campeonato Brasileiro: a zona de rebaixamento da competição. O Papão, mesmo tendo o apoio da Fiel, que enfrentou dificuldades para ir à Curuzu, ontem à noite, voltou a decepcionar e não passou de um empate, sem gols, diante do Boa Esporte-MG. Com o resultado, os bicolores, que começaram a rodada na 16ª colocação, caíram para a 18ª posição, acima apenas de São Caetano-SP e Asa-AL.

O jogo começou em alta velocidade, com o Papão tendo mais força ofensiva, mas sem jogadas de efeito na área inimiga. Isso até aos 7 minutos, quando Djalma serviu a Careca, que teve tudo para abrir o placar, mas atirou sem direção. O Papão continuou no ataque e aos 11, Djalma sofreu falta, Pikachu cobrou para a defesa do goleiro Douglas.

O time bicolor dominava o meio-campo e, ao mesmo tempo, partia rápido para o ataque. Na frente, Careca se movimentava com desenvoltura, criando alternativas de gol. Já Héliton se escondia do jogo. O Boa, cujo ataque não funcionava, sentia a pressão. O visitante teve a sua primeira chance de gol só aos 29. Rafinha percebeu Paulo Rafael adiantado e chutou. A bola foi para fora.

O Boa começou a gostar do jogo, ocupando os espaços do campo, marcando em cima, sobretudo com Betinho sobre Eduardo Ramos. Aos 38, Fernando Caranga soltou um “petardo” e quase surpreende Paulo Rafael. A essa altura, o Papão já não era o mesmo do início do jogo, deixando o Boa jogar e perdendo a força ofensiva. A torcida começou a pedir raça do time bicolor. Insatisfeito com o empate do primeiro tempo, o torcedor vaiou o Papão na saída para o intervalo.

Os donos da casa voltaram para o segundo tempo com Diego Barbosa no lugar de Héliton. O Paysandu recomeçou a partida de forma arrebatador. Logo aos 25 segundos Sanches quase balança a rede. Pressionado pela Fiel, o Papão era determinado, contudo, sem conseguir o gol. No sufoco, Benazzi chegou a colocar três atacantes em campo - Dennis, Careca e Aleílson. De nada adiantou. O time alviazul, mais uma vez, não teve competência para tirar proveito do fator campo, deixando escapar mais dois pontos preciosos.

Mais dois pontos desperdiçados dentro de casa

Os jogadores do Paysandu procuraram deixar o campo, após o empate com o Boa, o mais rápido possível. Os torcedores, nas arquibancadas e, alguns, próximos ao túnel, disparavam palavrões para os jogadores e ao técnico Vagner Benazzi. Torcedores mais exaltados chegaram a tentar arrebentar um dos pontões que dão acesso ao gramado. Os poucos jogadores que concederam entrevista foram o goleiro Paulo Rafael e o atacante Aleílson. Os demais evitaram os microfones, procurando chegar ao vestiário o quanto antes, temendo agressões por parte do torcedor.

Nas entrevistas, Paulo Rafael fez um verdadeiro desabafo. O goleiro deu a entender que faltou raça para alguns de seus companheiros. “Se fosse para não jogar, ficaria em casa”, disparou. O goleiro foi além. “Estou cansado de tanta decepção. Quando o time leva gol, a culpa é sempre do goleiro”, prosseguiu. “Não podemos continuar como estamos, perdendo pontos importantes dentro de casa”, concluiu o jogador, que, durante os depoimentos, soltou alguns palavrões.

O atacante Aleílson lamentou a perda de mais dois pontos dentro da Curuzu. “A gente fica perdendo ponto lá fora e agora aqui dentro também. Assim fica complicado. O time precisa se acertar”, declarou. Em seguida, o jogador procurou amenizar a situação. “Não tem nada acabado. Ainda temos mais jogos pela frente e o time pode se recuperar”, disse.

Tropeço pode causar novas dispensas

Os jogadores e a comissão técnica do Paysandu fizeram o apelo e o torcedor bicolor atendeu ao pedido. Embora a Curuzu não tenha ficado lotada, o público até que foi bom, levando-se em conta o horário ingrato do jogo - 211h50 -, o fato de o time vir de uma derrota e do televisionamento da partida. Quase seis mil torcedores pagaram ingresso, mas ao final do jogo deixaram o estádio completamente decepcionados com o time bicolor, que, mais uma vez, deu vexame jogando dentro de casa. A volta do Papão à zona de morte da Segundona deverá gerar cobrança dos torcedores dos atletas e da diretoria bicolor.

Ontem mesmo já deu para sentir o que o empate diante do time mineiro causará. Embora o presidente Vandick Lima tenha garantido que não haveria dispensas no elenco, a tendência é que o clube vá liberar alguns dos jogadores do inchado elenco, que conta com mais de 40 atletas. É possível até que a “vassourada” seja iniciada hoje mesmo. Já circulam especulações até em torno da saída do técnico Vagner Benazzi. Caso isso venha a ocorrer, o Papão terá o seu sexto treinador na competição.

(Diário do Pará)

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