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ESPORTE PARÁ

Vencer é questão de sobrevivência para o Papão

O Paysandu tem hoje, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, mais um desafio na Série B do Campeonato Brasileiro. O Papão enfrenta o Figueirense-SC, às 21h50, precisando, mais do que nunca, de uma vitória. Só o resultado é capaz de manter o time a

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O Paysandu tem hoje, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, mais um desafio na Série B do Campeonato Brasileiro. O Papão enfrenta o Figueirense-SC, às 21h50, precisando, mais do que nunca, de uma vitória. Só o resultado é capaz de manter o time alviazul vivo na luta para se manter na Segundona do ano que vem. Os bicolores lutam para acabar de vez com o tabu de não vencer fora de casa. Será a 15ª partida da equipe longe de Belém. Nos jogos anteriores, o time só conseguiu somar três pontos, retrospecto insignificante para quem começou a competição sonhando com o acesso à elite nacional.

A delegação bicolor deixou Belém pressionada pelos torcedores, que já não toleram mais conviver com um rosário de resultados adversos fora de casa. Integrantes de torcidas organizadas do clube estiveram na Curuzu, no último domingo (13), exigindo da equipe uma vitória frente ao Figueira. Caso não consiga o resultado cobrado pelos torcedores, na volta a Belém, o time deve enfrentar uma verdadeira tormenta.

O Papão entra em campo sem três de seus titulares. O zagueiro Fábio Sanches e o volante Zé Antônio ficaram em Belém cumprindo suspensão pelo terceiro amarelo. O outro desfalque é o meia Djalma, que teve sua inclusão na delegação vetado pelos médicos por sentir uma lesão na coxa. Para o posto do apoiador, o técnico Vagner Benazzi optou pela entrada de Diego Barbosa, que formará dupla de meias com Eduardo Ramos.

Benazzi decidiu mudar o sistema tático do time, que utilizará na partida o 3-6-1, com a trinca de zaga sendo formada por Leonardo Dagostini, Raul e Dirceu, sendo Dirceu o substituto de Sanches. Com a mudança, o treinador espera liberar os meias Diego e Eduardo Ramos para encostar mais no ataque que, teoricamente, tem apenas Careca para marcar os gols que o time precisa.

Esquecido no elenco, Billy ganha chance

A ausência do volante Zé Antônio, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, abriu espaço para mais um jogador paraense no time do Paysandu. O volante Billy, cria do próprio clube, deve formar dupla de volantes com Vanderson. O atleta participou dos dois treinos coletivos como titular, o que lhe rende a esperança de começar a partida.

Billy esperava por essa oportunidade já há algum tempo. “Acho até que ela está chegando com certo atraso”, cutuca. “Durante todo esse tempo que fiquei de fora, procurei me preparar para voltar bem”, afirma.

O volante admite que o Papão tem pela frente um “osso duro de roer”, mas, segundo ele, “o Paysandu pode surpreender, pois tem time para isso”. A partida de hoje, conforme o volante, abre uma série de decisões para o Papão. “Temos dez jogos a fazer e eles representam dez títulos para o nosso time”, compara. “Temos de vencer, no mínimo, uns cinco para não cair”.

Há algum tempo Billy não forma dupla com Vanderson. “Acho que não jogamos juntos desde o início do Brasileiro”. Sobre as cobranças feitas por facções do clube, Billy garante que foram mais pacíficas. “Tudo o que eles pediram foi empenho de nossa equipe. Foi uma cobrança tranquila, sem problemas”. Com relação ao sistema com três zagueiros, o jogador aprova. “Dá um pouco mais de tranquilidade ao jogadores de marcação no meio-campo”, encerra.

Como visitante, os bicolores têm 7% de aproveitamento

Embora os jogadores prometam “comer” grama em campo, o time do Paysandu viajou para Florianópolis-SC desacreditado. O torcedor bicolor tem poucas esperanças em uma vitória da equipe frente ao Figueirense-SC. Razões para isso é que não faltam. Em 14 partidas na Série B como visitante, o máximo que o Papão conseguiu foram três suados empates diante de adversários bem mais fracos, no caso, o Bragantino-SP (0 a 0), Asa-AL (1 a 1) e Guaratinguetá-SP (0 a 0).

Até mesmo contra o ABC-RN, quando o time potiguar era o lanterna da competição, o Papão foi derrotado pelo placar de 3 a 0. Os resultados, aliados aos tropeços dentro de casa, o último deles o empate sem gols com o Boa Esporte-MG, têm feito com que a equipe alviazul conviva com a gangorra do desce e sobe da zona de rebaixamento da Segundona. No momento, o time é o 18º colocado, com 29 pontos. Uma derrota frente ao Figueira afundaria ainda mais o time na zona da morte.

O Papão acumula um total de 11 derrotas como visitante. O problema maior é que o time tem deixado escapar pontos diante de adversários que também lutam para não cair para o fosso da Terceirona de 2014. Foi assim frente ao Atlético-GO, São Caetano-SP, Boa Esporte-MG, Oeste-SP, Bragatino-SP, América-RN, Asa-AL e Guaratinguetá-SP. O técnico Vagner Benazzi e seus comandados têm discurso positivo para a partida com o Figueira. “Acho que chegou o momento de acabar de vez com essa história de não vencer fora”, diz o goleiro Paulo Rafael.

“Não podemos continuar sem marcar ponto fora de casa”, reconhece Benazzi. “A conquista desses pontos lá fora é vital para que o time consiga se livrar da zona de rebaixamento”, argumenta o treinador. Fora o confronto de hoje, no Orlando Scarpelli, o Papão ainda fará mais quatro partidas fora de Belém, tendo como adversário as equipes do América-MG, Joinville-SC, Icasa-CE e Sport-PE.

Figueirense

Com chances de subir à Série A, o Figueirense espera enfrentar o Paysandu em um estádio lotado. Para que isso aconteça, a direção do clube resolveu dar uma força, reduzindo o preço dos ingressos. O torcedor sócio do clube pagará apenas R$ 10 pelo acesso ao estádio. Quem não é sócio terá de desembolsar o duplo do valor, ou seja, R$ 20.

Entre os jogadores e comissão técnica, o otimismo é grande em relação a uma vitória sobre o Papão. O time vem de um triunfo sobre o São Caetano-SP, fora de casa, por 2 a 0. O técnico Vinícius Eutrópio diz acreditar em sua equipe, que, segundo ele, ganhou uma injeção de ânimo para passar pelo Paysandu.

“O grupo está motivado e nosso objetivo, claro, são os três pontos. Respeitamos o Paysandu, mas vamos buscar a vitória, já que essa é a obrigação de quem joga em casa”, afirmou.

(Diário do Pará)

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