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ESPORTE PARÁ

Via-crúcis bicolor parece não ter fim

Embora o sistema 3-6-1 montado pelo técnico Vagner Benazzi tenha surtido efeito positivo, pelo menos no primeiro tempo, o Paysandu voltou a decepcionar sua torcida jogando fora de casa. Desta vez, o carrasco bicolor foi o Figueirense-SC, que bateu o Papão

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Embora o sistema 3-6-1 montado pelo técnico Vagner Benazzi tenha surtido efeito positivo, pelo menos no primeiro tempo, o Paysandu voltou a decepcionar sua torcida jogando fora de casa. Desta vez, o carrasco bicolor foi o Figueirense-SC, que bateu o Papão, por 3 a 2, ontem à noite, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela 30ª rodada da Série B do Brasileiro. O gol da vitória alvinegra aconteceu já nos acréscimos, anotado por Maylson. O time bicolor manteve-se na 18ª colocação na classificação da Segundona.

Os primeiros minutos do jogo foram do Papão, que surpreendia pela postura ofensiva. Jogando no ataque, depois de algumas tentativas, o time bicolor, abriu o placar aos 10 minutos. Eduardo Ramos serviu a Pikachu, que dominou a bola e mandou certeiro para a rede: 1 a 0. O Figueira tentou o empate numa cabeçada de Maylson. A bola saiu pela linha de fundo.

O Papão era superior, dominando o meio-campo e chegando ao ataque em jogadas de Ramos e Pikachu. Aos 14 minutos, o meia bicolor carimbou o travessão adversário. O lance deixou o Figueira ainda mais atordoado. O time da casa errava passes em demasia. Quando mandava em campo, aos 18 minutos, surpreendentemente, o Papão cedeu o empate. Maylson cruzou da direita e Pablo, sem marcação, desviou para a rede.

Após o empate, o jogo ficou equilibrado, mas sem lances agudos nas áreas. Até que aos 45 minutos, Pablo sofreu falta de Raul na entrada da área e a torcida pediu pênalti, não atendido pelo árbitro. O Papão, que começou mandando no jogo, terminou o primeiro tempo sendo pressionado pelo Figueira, que até poderia sair para o intervalo com a vantagem.

O Papão voltou pressionando o adversário, mas o Figueira tratou jogar um balde de água fria na fervura bicolor. Aos 6 minutos, Saci cobrou falta e surpreendeu Paulo Rafael, que estava adiantado. Figueira 2 a 1. Em desvantagem, o técnico Benazzi, aos 15 minutos, sacou o zagueiro Raul e, pouco depois, Diego Barbosa para a entrada do atacante Dennis e do meia Iarley. O Papão passou a jogar no 4-4-2.

Aos 37 minutos foi a vez de o Papão reclamar pênalti claro de William em Careca. Mas o gol de empate bicolor veio logo em seguida, aos 38 minutos, numa cabeçada de Careca, que resvalou em Iarley, após cruzamento de Ramos. O empate parecia garantido, contudo, aos 46 minutos, Maylson, aproveitando cruzamento na área decretou a 12ª derrota alviazul fora de Belém.

O choro do capitão

A derrota diante do Figueirense-SC levou o volante Vanderson ao choro, ontem, após a partida no estádio Orlando Scarpelli. O meio-campista do Paysandu não conteve as lágrimas ao ver o Papão cair pela 12ª vez atuando longe de sua torcida. O jogador chegou a ser consolado pelo árbitro paranaense Fábio Felipus. A atitude do experiente volante sensibilizou alguns de seus companheiros, entre eles o goleiro Paulo Rafael.

“É duro ver um companheiro como o Vanderson, um cara que se esforça em campo, chorando”, disse o goleiro. O arqueiro classificou a derrota como um resultado injusto. “Corremos do início ao fim do jogo”, afirmou. “O futebol castiga e hoje (ontem) nosso time foi castigado”, analisou.

O zagueiro Raul, que assistiu a derrota já do lado de fora do gramado, depois de ter sido substituído por Iarley, foi outro que lamentou o tropeço. “É dolorido ter o placar nas mãos e sair de campo com um placar como esse”, discursou. Para o atacante Dennis, o time, pelo que mostrou em campo, não merecia o resultado. “Vontade não faltou ao time”, avaliou.

O atacante Careca preferiu mirar a esperança. “Vamos lutar até o final. A torcida pode estar certa de que manter o Paysandu na Série B é uma questão de honra para o nosso grupo”, avisou. O lateral-direito Pikachu, autor de um dos gols do time, pediu aos companheiros que não baixem a cabeça. “Não tem nada perdido. Enquanto houver esperança, vamos lutar”, prometeu o jogador.

Benazzi na bronca com a arbitragem

O técnico Vagner Benazzi esperava sair de Florianópolis com pelo menos um ponto na bagagem. “Tudo dizia que isso iria acontecer, com nosso time jogando bem”, declarou. “Estou saindo daqui chateado. Nosso time não merecia o resultado que sofreu”, completou. Para o treinador, o apitador paranaense prejudicou o Paysandu. “Hoje daria a mão a todo mundo aqui, menos ao árbitro. Ele nos prejudicou na partida”, acusou.

Para a partida de sexta-feira, contra o Avaí-SC, na Curuzu, o treinador não terá o atacante Careca, punido com o terceiro cartão amarelo. Em compensação, ele contará com o retorno do zagueiro Fábio Sanches e do volante Zé Antônio, que cumpriram suspensão.

Quem também deve estar à disposição para enfrentar o alviazul catarinense é o meia Djalma, que trata de uma lesão na coxa. Mas, a palavra final será dada pelos médicos do clube. O atleta sofreu a lesão no jogo com o Boa-MG e desde lá não participa de treinamentos.

(Diário do Pará)

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