No estádio Maximino Porpino, Castanhal e Clube do Remo fizeram um jogo que chamou mais atenção pela violência no gramado do que pelo futebol. No placar, 0 a 0, mas na conta do juiz foram três cartões vermelhos: dois para o Japiim e um para o Leão. A torcida foi ao estádio, apoiou, mas o placar não foi alterado. Não teve gol, mas teve taça. Ao final do jogo, o capitão Fabiano ergueu o Troféu Bola na Torre – Círio de Nazaré. Depois dessa partida, o Remo retorna a Belém, onde enfrentará a rival Tuna Luso, em amistoso neste domingo de manhã.
O primeiro tempo foi equilibrado. O Remo jogou com apenas um meia e sem atletas experientes no meio-campo. Assim, apostou no avanço pelas laterais. Levy e William eram as opções para abastecer os atacantes Val Barreto e Branco.
Curiosamente, do outro lado, os laterais Cláudio Allax e Rafael Vieira, também eram as principais opções de avanço do Castanhal, que encontrava dificuldades na articulação para o ataque e em uma noite pouco inspirada dos seus atacantes. O primeiro tempo teve chances iguais para os times, porém faltou inspiração para o último toque.
Na segunda etapa, após a entrada de Leandro Cearense, Branco recuou para fazer um papel de segundo meia e o time voltou para um sistema tático parecido com o habitual. Quem cresceu na partida, porém, foram os donos da casa.
Com a entrada de Moisés e Rafa Rodrigues, o time passou a se aproveitar do buraco no meio-campo azulino e partiu para o ataque. Cláudio Allax, chutando de fora da área, Moisés cabeceando no meio dos zagueiros, e Leandrinho cobrando falta obrigaram o goleiro Fabiano a fazer três grandes defesas.
Apesar das chances, o placar não saiu do zero e o Remo levantou o troféu ao final, símbolo dos dois amistosos entre as equipes, uma vez que no primeiro encontro, em Belém, o Leão venceu no Baenão, pelo placar de 3 a 0.
Charles volta a criticar sequência de amistosos
Após o jogo, os azulinos mostraram insatisfação com a sequência de jogos, já que amanhã de manhã o time volta a campo, para enfrentar a Tuna. “Os amistosos são importantes, mas domingo não teremos como mostrar o nosso melhor, porque não há como descansar com tão pouco tempo”, critica o goleiro Fabiano.
Já o técnico Charles Guerreiro diz que, se a rodada do Campeonato Paraense sub 17 não tivesse sido cancelada, ele não teria opções. “Nem teríamos time para mandar a campo, que dirá jogar contra a Tuna”, dispara o treinador. Charles tem tido dificuldades com o elenco reduzido. “Preciso de jogadores experientes para trabalhar. O time perdeu muito sem Ratinho e André no meio-campo e eu não tenho alternativas”.
O técnico também nega clima de mal-estar com Walter Lima, treinador do sub 20. “Ele é um profissional excelente, trabalhamos no Paysandu e tínhamos um bom diálogo. Não tenho problema algum com ele ou com o grupo sub 20, mas, no momento em que começamos o trabalho, praticamente não tínhamos atletas e me disseram que a nossa base seria o sub-20. Entendo a situação deles, que estão em ritmo de competição”, encerra.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar