A distância de três pontos para o primeiro time fora da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série B é menor do que o Paysandu enfrentava na rodada anterior, mas o elenco já se conscientizou que nessa reta final não adianta mais só vencer em casa. “Essa vitória veio na melhor hora possível. Se não tivéssemos vencido o ABC, o rebaixamento era quase certo. Então é tirar motivação dessa vitória da sobrevida para buscar a primeira vitória fora de casa. Conversamos dentro do grupo e estamos planejando retornar desses dois jogos fora de casa com quatro pontos, então não dá para deixar de pontuar”, destaca o zagueiro Sanchez.
Ontem, o elenco reiniciou os treinamentos com vistas ao jogo da próxima terça-feira (29), fora de casa, diante do América-MG, pela 32ª rodada. Os bicolores, que folgaram após a vitória por 1 a 0 sobre o ABC-RN, se reuniram pela manhã para trabalhos físicos numa academia na cidade. À tarde, os trabalhos aconteceram na Curuzu. O meia Eduardo Ramos, que abandonou a última partida reclamando de dores na panturrilha, não participou do treino. Quem também não treinou foi o lateral-direito Yago Pikachu, que foi poupado, porque reclamou de dores musculares. Nenhum dos dois, porém, preocupa para o próximo jogo. A partir desta sexta-feira, os treinos devem ser intensificados, com atividades em dois períodos. O técnico Vagner Benazzi vai poder solucionar as dúvidas para os desfalques dos zagueiros Raul e Pablo.
Titular do sistema defensivo há várias rodadas, Fábio Sanchez já teve como companheiros de zaga, além do suspenso Raul, Leonardo D’agostini e Dirceu, as duas principais opções para ocupar o posto na zaga. “Não tenho preferência, tive bons momentos ao lado de todos eles. A zaga acaba sofrendo uma rotação grande, porque é uma posição onde os jogadores tomam muito cartão. Mas quem vier eu acredito que vai fazer um bom trabalho”, aposta o zagueiro.
Poupar para jogar
Enquanto no gramado o técnico Vagner Benazzi luta para encontrar a melhor formação para o Paysandu mandar a campo, nos bastidores o departamento médico do clube corre para deixar os atletas à disposição do treinador. O médico Flávio Freire diz que em relação ao último jogo, Benazzi não vai ter motivos para se preocupar. “O Eduardo Ramos não preocupa. Já iniciou o trabalho de fisioterapia, tem tomado a medicação e a evolução é muito boa. Até o final de semana ele volta a treinar. O Pikachu foi poupado de forma preventiva. Não é nada mais sério”, ameniza Freire.
O médico bicolor conta que o meia Djalma já foi liberado do DM, e deve iniciar os trabalhos físicos ainda esta semana. “Clinicamente ele está recuperado. Agora é ver com a comissão técnica a condição física dele para voltar a treinar”, explica. Djalma estava afastado dos trabalhos se recuperando de uma lesão na região adutora da coxa esquerda adquirida na semana do duelo contra o Figueirense-SC, fora de casa, há mais de duas semanas.
Ex-titular da meta bicolor, o goleiro Zé Carlos segue em trabalho de recuperação. Sem previsão de voltar a jogar na Série B, o arqueiro sofreu um rompimento dos tendões. “Inicialmente faríamos uma cirurgia, mas conversamos com o atleta e optamos por um trabalho de Plasma Rico em Plaquetas (PRP). Estamos observando o quadro do jogador, que está fazendo reforço muscular. Dentro de 40 dias ele será reavaliado, mas perspectiva de retorno é apenas para o ano que vem”, adianta Flávio Freire.
Diretoria não procurou estádio
Apesar de ter conseguido dar um suspiro no Campeonato Brasileiro da Série B, com a vitória na última rodada, a diretoria do Paysandu não para de pensar nas consequências, dentro da justiça desportiva, dos acontecimentos da partida contra o Avaí-SC, na Curuzu, há exatamente uma semana. A súmula do jogo, carregada de denúncias por parte do árbitro, pode render ao clube punição de multa e perda de mando de jogos, o que forçaria o Papão a mandar suas partidas em estádios a pelo menos 100 km de distância de Belém.
O presidente do clube, Vandick Lima, afirma que a confiança é que o clube não será punido, embora, segundo informações de bastidores, a diretoria já esteja até estudando em qual estádio mandaria o (s) jogo (s), em caso de punição. “O departamento jurídico reuniu provas que devem ser consideradas num julgamento do STJD. Estamos confiantes que não haverá punição, então nem procuramos estádios para jogar”, garante o mandatário bicolor.
O julgamento da súmula pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ainda não tem data para acontecer.
Como mandante, o Paysandu ainda tem três jogos nesta Série B, contra três equipes paulistas: Oeste, Palmeiras e Bragantino.
(Diário do Pará)
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