Da derrota nos pênaltis na final do Campeonato Paraense Sub 20, em jogo para poucas testemunhas, à eliminação da Copa do Brasil, jogando para quase 30 mil torcedores no Mangueirão, os atletas do Remo viveram, em uma breve jornada, o grande sonho de ser jogador de futebol. Destaque na imprensa, estádios lotados, nomes lembrados pela torcida, assédio e até cobrança desleal. Tudo os jovens jogadores do Leãozinho viveram em uma campanha histórica que fará com que esse 2º semestre sem competições oficiais seja lembrado de forma menos amarga do que os anteriores.
LEÃOZINHO VIRA LEÃOZÃO
Quando a última fagulha de esperança de disputa da Série D se esgotou, e a realidade de não ter competições para disputar se estabeleceu, surgiu o convite para a disputa da Copa Norte Sub-20. Desapontada com seu time profissional, a torcida azulina abraçou a equipe de base e o Leãozinho virou Leãozão, atraindo públicos entre 3 e 5 mil torcedores por jogo. “Morava em Barcarena e trabalhei como padeiro por muito tempo. Acordava às quatro da manhã para pegar a balsa das cinco e vir treinar. Foi graças a essa competição que eu ganhei meu primeiro contrato como atleta profissional”, disse o atacante Sílvio autor do gol do título da Copa Norte.
SUCESSO DE PÚBLICO
A estreia na Copa do Brasil deu uma ideia de como poderia ser a participação da torcida, mas foi diante do Flamengo, com 25 mil torcedores, que o fenômeno se estabeleceu. O recorde de público da competição, estabelecido na final do ano anterior, foi superada em 4 mil pessoas nesse jogo. E na partida contra o Criciúma esse recorde aumentou para 27 mil pessoas. “Nesse momento a principal fonte de renda do Remo tem sido os jogos da equipe sub 20. Foi através dessas rendas que nós pagamos os salários atrasados dos funcionários e do próprio futebol profissional”, afirmou o presidente do Remo Zeca Pirão.
O FUTURO A DEUS PERTENCE
Com uma geração talentosa, onde boa parte dos atleta estourou a idade para competir na base, fica agora a esperança de que cada atleta construa seu espaço no futebol profissional. Se eles não mais voltarão a jogar como o time que chegou às quartas-de-final da Copa do Brasil, fica para a história a marca do time que, pela primeira vez em seus 108 anos, fez o Remo pensar na disputa de uma Taça Libertadores da América. Sub 20, mas é a Libertadores, assim como esse time de base também representou o Leão.
(Diário do Pará)
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