Nas categorias de base, o mais importante do que o título, é a forma de estruturar as equipes, definindo um padrão ou uma filosofia de jogo, lapidando e orientando futuros talentos, algo que o futebol paraense é deficiente. No Pará e no Brasil, o assédio excessivo de empresários que querem lucar a todo custo explorando o talento dos garotos e a falta de estrutura das equipes para manter o jovem atuando no clube de origem, abre oportunidade para a discussão sobre a falta de ética por parte de muitos empresários e descaso no investimento dos clubes para a formação de atletas da própria instituição.
Na matéria publicada na noite da última quarta-feira (30), o DOL mostrou um exemplo do jogador Rodrigo, meio-campo da equipe Sub-20 do Clube do Remo que ajudou a ilustrar bem esta relação conturbada. Rodrigo está sendo alvo de assédio de empresários que querem negociá-lo para equipes de fora do país de forma prematura, já que o atleta sequer atuou uma partida na equipe profissional do Remo.
Na oferta de negociação de Rodrigo, estariam sendo ignorados direitos do clube, como o pagamento da multa rescisória do jogador que está avaliado no valor de R$ 800 mil.
O DOL conversou com o diretor de futebol do Remo, Thiago Passos, que falou sobre a negociação envolvendo o jogador. "O que nós do Remo temos conhecimento é que o Rodrigo tem essas propostas que serão apresentadas de forma oficial pelo pai dele em uma renião na Sede ainda hoje, às 18h. Nós temos total interesse em fazer com que ele permaneça no Remo e que cumpra o seu contrato que vai até novembro de 2014. Na negociação vamos oferecer além da oportunidade de atuar no time profissional, uma valorização no salário do jogador", afirmou Thiago Passos.
O DOL QUER SABER: Você acha que a saída prematura de jogadores da base prejudica o clube de origem? Comente e vote na home do DOL.
(Ronald Sales/DOL)
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