O Paysandu juntou provas e convocará duas testemunhas chaves para tentar amenizar ou escapar de punição no julgamento pelos protestos violentos ocorridos no jogo contra o Avaí-SC, válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
De acordo com o que revelou ao DOL o advogado e diretor jurídico do Paysandu, Alberto Maia, as testemunhas serão o tenente coronel da Polícia Militar Antônio Cavalcante, responsável pelo policiamento das praças desportivas na capital, e Raimundo Araújo, diretor do departamento técnico da Federação Paraense de Futebol (FPF), que trabalhou como delegado no jogo entre Papão e Avaí.
Apesar de indicar as duas testemunhas, o diretor bicolor não quis adiantar a tese de defesa que o clube irá apresentar no julgamento, que está marcado para ocorrer às 15h da quarta-feira (6) na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro.
ENTENDA O CASO
O Papão foi acusado pela promotoria do Tribunal nos incisos 1º e 2º do artigo 213º (deixar de tomar providências de segurança para coibir desordem em praça desportiva e para impedir lançamento de objetos no gramado), no inciso 1º do artigo 191º (deixar de cumprir obrigação legal) e nos artigos 205º (impedir o prosseguimento da partida) e 211º (deixar de dar segurança ao local da partida).
Todos os artigos prevêem multa de R$ 100 a R$ 100 mil e mais precisamente o 213º estipula perda de mando de campo de 1 a 10 jogos. A punição máxima renderia ao Paysandu uma multa de R$ 400 mil e perda de mando de 10 partidas.
(Felipe Melo/DOL)
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