Ainda não foi ontem, como esperava, que a diretoria do Paysandu viu definido o local do jogo de sábado, 9, contra o Oeste-SP, pela Série B do Brasileiro. É possível que hoje a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) resolva de uma vez por todas a questão. Com a impossibilidade de utilização do Mangueirão, cedido pela Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel) ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para os Jogos Estudantis, no período de 7 a 16 de novembro, a Curuzu surge como alternativa. A direção bicolor descarta a saída do time de Belém, já que isso exigiria uma grande logística.
A realização do jogo na Curuzu, no entanto, só será viável, caso a direção do Papão consiga convencer a CBF a suspender o veto de 30 dias que impôs ao estádio após os incidentes registrados no jogo contra o Avaí-SC. Como a punição não foi feita via Superior Tribunal de Justiça Desportiva, existem boas chances de a partida ser mesmo confirmada para o estádio alviazul. Mas, por medida de precaução, a capacidade do estádio seria reduzida. Como o ingresso de arquibancada será vendido a R$ 20, o clube não sofreria tanto prejuízo financeiramente.
O presidente Vandick Lima tem afirmado que não abre mão de jogar em Belém, onde o apoio do torcedor é sempre maior que no interior. “Neste momento, pela situação em que nos encontramos dentro da competição, não podemos abrir mão de jogar aqui (em Belém)”, comentou Lima, referindo-se a 18ª colocação do time na Série B do Brasileiro. Entre os jogadores a torcida é para que o jogo seja confirmado para a capital.
“Não conheço a Arena Verde (em Paragominas), mas entre jogar fora e aqui, é claro que prefiro ficar aqui”, comentou o goleiro Matheus, expondo pensamento generalizado entre os jogadores do elenco alviazul, que, ontem à tarde, na Curuzu, iniciou os treinamentos com vistas a partida com a equipe de Itápolis, interior de São Paulo.
Vandick na bronca com a arbitragem
A atuação do árbitro Cláudio Mercadante Júnior, no jogo contra o Joinville-SC, ainda repercute de forma negativa na Curuzu. O presidente do Paysandu, Vandick Lima, apontou o apitador de Pernambuco como um dos responsáveis pela derrota. “Ele teve uma atuação desastrosa”, avaliou. Para o cartola, a performance de Mercadante na partida foi cheia de erros, alguns deles fatais para o Papão. “Em três dos quatro gols que o Joinville fez, houve erro de arbitragem”, contou. O dirigente espera que o “apito amigo” não volte a funcionar.
“Peço a Deus que os árbitros sejam iluminados nas partidas que vamos fazer e que tenham uma atuação digna, marcando o que tem de marcar, sem inventar nada”, comentou. Vandick avaliou como “péssima” a arbitragem na Série B. “Esse tem sido, sem dúvida, um aspecto ruim da competição”, apontou. “O Paysandu, por exemplo, foi prejudicado pela arbitragem em um grande número de jogos”, afirmou.
Vandick lembrou que erros de arbitragem podem prejudicar radicalmente os clubes. “Pode ocorrer de o time cair para a Terceira Divisão por causa dessa questão do apito”, disse. O presidente ressaltou que os próprios dirigentes do JEC admitiram o favorecimento da arbitragem para o time deles. “No final da partida, o presidente do Joinville foi até ao nosso vestiário e comentou que naquele dia o Joinville, pela primeira vez, tinha sido beneficiado pela arbitragem”, revelou.
Pikachu também vai desfalcar o time bicolor
Agora são dois os desfalques do Paysandu para enfrentar o Oeste-SP, pela 34ª rodada da Série B. Se antes, o técnico Vagner Benazzzi não podia contar apenas com Alex Gaibu, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, ontem, a supervisão do clube informou ao treinador que o lateral-direito Yago Pikachu, pelo mesmo motivo, não poderá atuar diante do time paulista. A constatação de que o atleta também recebeu o terceiro cartão diante do Joinville-SC foi no site da CBF.
Sem Gaibu e Pikachu, Benazzi vai ter de mexer nas duas laterais de sua equipe. Para a lateral-direita, o treinador conta com o garoto Max, enquanto Pablo e Diego Barboza aparecem como opção para a ala esquerda. As maiores possibilidades são para que o treinador opte pelo segundo, já que o primeiro não foi relacionado nem mesmo para o banco contra o Joinville-SC.
Para compensar o desfalque dos laterais, Benazzi conta com o retorno do volante Vanderson, capitão do time. O atleta cumpriu suspensão no jogo na Arena Joinville e, no julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva pela expulsão contra o São Caetano-SP, levou apenas uma partida de gancho, já tendo sido cumprida. Ontem à tarde, após a folga do final de semana, o elenco se reapresentou ao técnico Benazzi, que apenas assistiu ao grupo treinar fisicamente. Hoje os trabalhos na Curuzu serão em dose dupla, manhã e tarde.
Privilégio para organizadas segue suspenso
As chamadas torcidas organizadas, de acordo com o presidente do Paysandu, Vandick Lima, continuarão não tendo mais o privilégio que contavam até o jogo contra o Avaí, quando recebiam o benefício de comprar ingresso com 50% de desconto. A suspensão da vantagem ocorreu em função do comportamento de integrantes da Torcida Bicolor (ex-Terror Bicolor), que foi responsabilizada pelos incidentes ocorridos na Curuzu na partida contra a equipe catarinense e que poderão render um senhor prejuízo ao Papão, no julgamento de amanhã no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O presidente voltou a salientar que, assim como os demais torcedores, os integrantes das chamadas organizadas devem ajudar o clube neste momento. “O Paysandu passa por uma situação financeira delicada e é a hora do torcedor, seja ele de organizada ou não, contribuir, comprando seu ingresso”, disse.
No julgamento de amanhã, na terceira Comissão Disciplinar, do STJD, o Papão corre o risco de perder de 4 a 10 mando de jogos em competições nacionais. Fora isso, o clube ainda pode receber uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil. O advogado bicolor, Alberto Maia, encontra-se no Rio de Janeiro, onde fará a defesa bicolor. Mas, o próprio advogado acha muito difícil evitar a punição. “O máximo que vamos tentar conseguir é que a pena não seja tão dura”, disse Maia.
(Diário do Pará)
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