Paulo Romano, ex-diretor técnico de competições da Federação Paraense de Futebol (FPF), foi o responsável pela liberação do estádio da Curuzu para a partida entre Paysandu e Oeste-SP, a ser realizada às 16h20 do sábado (9), pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
Além de ex-diretor da FPF, Romano é membro da Comissão Nacional de Inspeção de Estádio (CNIE) e, em caráter de urgência, inspecionou e liberou o estádio bicolor para o jogo.
"A Curuzu estava interditada porque, na visão da CBF, ela tava depredada: com alambrados quebrados, banco de reservas e vestiários danificados. Por isso eu fiz uma inspeção com fotos e enviei para eles dizendo que tava tudo normal. Só assim o jogo foi liberado", revelou Romano.
O representante da CNIE no Pará também contou à reportagem do DOL que o diretor de competições da CBF, Virgílio Elísio, cogitou marcar o jogo para a Arena Verde, em Paragominas, mas desistiu por problemas de logística.
"Ele (Virgilio Elísio) me perguntou quais seria as outras opções: eu dei o estádio Zinho Oliveira, em Marabá, e o Parque do Bacurau, em Cametá, mas também foram descartados pelo problema da logística (transporte e acomodação dos times e da transmissão do jogo). Então eu propus a Curuzu fosse reavaliada e mostrei que não estava depredada. Geralmente essa inspeção não pode ser feita por gente do mesmo Estado de onde o estádio está localizado, mas dessa vez foi uma execessão", explicou.
O jogo entre Paysandu e Oeste-SP estava marcado para a Curuzu e por um pedido do Papão foi transferido para o estádio Mangueirão. No entanto, na última quinta-feira (31) a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) emitiu comunicado probindo a realização da referida partida no Olimpíco do Pará, pois o mesmo já estava reservado há um ano para a realização dos Jogos Escolares da Juventude.
Em entrevista ao DOL, o diretor técnico da FPF, Juarez Scotta, disse que a responsabilidade de consultar a disponibilidade do Mangueirão na data era do Paysandu. Por sua vez, Vandick Lima, presidente do Bicola, disse que o dever de conversar com a Seel era da FPF.
(Felipe Melo/DOL)
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