Definido. O jogo entre Paysandu e Oeste-SP, válido pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, será no próximo sábado (9), às 16h20, na Curuzu. A definição foi anunciada ontem, pelo departamento técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por intermédio do diretor Virgílio Elísio, em contato com o presidente bicolor, Vandick Lima. A mudança no local do jogo, que seria no Mangueirão, já foi feita, inclusive, no site oficial da entidade nacional. Diferente do que era imaginado, o estádio alviazul não teve a sua capacidade de público reduzida, com o Papãao podendo vender até 16. 200 ingressos.
Os bilhetes para a partida também já estão com seus valores definidos: R$ 20 (arquibancada) e R$ 50 (cadeira). O preço de arquibancada sofreu uma majoração de 100% em relação à última partida do Papão em Belém, contra o ABC-RN, quando o torcedor pagou apenas R$ 10. As vendas começam somente na véspera do duelo. O aumento do valor da entrada foi justificado por Vandick pela necessidade de o clube fazer caixa para manter a folha de pagamento do elenco e dos funcionários em dia. “Hoje o Paysandu vive praticamente apenas de bilheteria”, ressaltou o presidente
O mandatário também comemorou a marcação do jogo para a Curuzu. Ele temia pela realização da partida fora de Belém em função dos gastos financeiros, desgaste do time e, principalmente, falta de apoio da torcida. Inicialmente o jogo com o Oeste seria na Curuzu, passando, após os incidentes no jogo com o Avaí-SC, para o Mangueirão. Mas como o estádio estadual foi cedido ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para os Jogos Estudantis da Juventude, o confronto teve de ser remanejado.
Para viabilizar o jogo na Curuzu, a CBF teve de suspender o veto de 30 dias que ela própria havia imposto ao local. A punição ocorreu devido à confusão na partida contra o Avaí-SC, que teve de ser encerrado antes dos 90 minutos por causa do tumultuo criado por baderneiros.
Goleiro faz projeção de pontos
Para o goleiro Matheus, um verdadeiro herói nos últimos jogos do time, a instabilidade vivida pelo Paysandu na Série B não é uma exclusividade dos bicolores. “São várias as equipes que vivem este tipo de situação”, afirmou. “Basta ver essa briga que está existindo para evitar o rebaixamento, com os times ali, colados um no outro com a mesma pontuação ou diferenças bem pequenas”, completou.
O goleiro ressaltou a importância dos jogos que o time fará em Belém, a princípio contra Oeste-SP e Palmeiras-SP.
“Nessas partidas precisamos somar os 9 pontos que estarão em jogo”, apontou. “Nos outros dois jogos (contra o Icasa-CE e Sport-PE) a gente vai tentar roubar alguns pontinhos”, concluiu Matheus, que cada vez mais se firma como dono da camisa 1 do time, deixando para trás os reservas Paulo Rafael e Marcelo. Por falar em Marcelo, o jogador já está reintegrado ao elenco alviazul, após ter sido liberado para acompanhar o tratamento de saúde de sua esposa em São Paulo.
Clube será julgado hoje pelo STJD
O Paysandu tem hoje uma cartada decisiva no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. O Papão será julgado pela 4ª Comissão Disciplinar do órgão, correndo o risco de sofrer a perda de até dez mandos de jogos em competições nacionais. E não é só. O clube, que está de caixa baixo, ainda está ameaçado com a multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Tudo isso por causa dos incidentes provocados por uma das facções do clube no tumultuado jogo com o Avaí-SC, que teve de ser encerrado antes dos 90 minutos em função da falta de segurança no estádio, conforme justificou em seu relatório o árbitro Grazianni Maciel Rocha, do Rio de Janeiro.
O Paysandu foi denunciado em quatro artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): 2005, 2009, 2011 e 2013. A situação do clube, conforme o advogado Alberto Maia, é, no mínimo, delicada. O causídico, que viajou ontem à tarde para o Rio de Janeiro, ressalta que o artigo 205 chega a prevê até a exclusão do Paysandu do campeonato. “É realmente muito crítica a situação. Vamos tentar pelo menos amenizar a possível pena, o que já será uma grande vitória, levando em conta o quadro que temos”, comentou.
Maia terá, na defesa do Papão, o auxílio de um advogado contratado pelo clube no Rio, mas que não se trata de Osvaldo Sestário, como chegou a ser anunciado. “O doutor Itamar é quem vai colaborar nesse trabalho de defesa”, revelou Maia. Além da contratação do advogado carioca, a diretoria decidiu mandar ao Rio, em companhia de Maia, o delegado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no jogo, Raimundo Araújo, e o comandante das praça de esportes no Pará, tenente-coronel Antônio Cavalcante.
Na avaliação de Maia, a presença de Araújo e do comandante pode ajudar bastante na defesa do clube. “Neste momento, o Paysandu precisa se cercar de todo tipo de ajuda para tentar evitar graves punições”, observou o advogado, que procurou ser o mais realista possível ao falar sobre o possível desfecho do julgamento. “Não vou iludir o torcedor que nada vai acontecer, o que poso dizer que vamos tentar inocentar o Paysandu, como já aconteceu, ou pelo menos amenizar essa condenação”, disse.
(Diário do Pará)
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