O Paysandu ganhou mais um obstáculo na luta contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Em julgamento nesta quarta-feira (6), no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o clube paraense recebeu punição dura por incidentes na derrota, por 2 a 0, para o Avaí pela 31ª rodada: a perda de seis mandos de campo e multa de R$ 80 mil.
ENTENDA O CASO
No último dia 18 de outubro, o time paraense era derrotado pelos catarinenses em plena Curuzu, quando a torcida iniciou confusão nas arquibancadas. Os mais exaltados grudaram no alambrado para ofender os jogadores no banco de reservas e passaram a atirar pequenos objetos em direção ao gramado, alertando os policiais que faziam a segurança do estádio.
O árbitro Grazianni Maciel Rocha paralisou a partida, esperou que os ânimos se acalmassem e deixou a bola voltar a rolar. Poucos instantes depois, o juiz não teve alternativa e parou de vez o confronto. Os torcedores do clube bicolor ficaram ainda mais revoltados e atiraram até bomba caseira no campo. Alguns entraram em conflito com policiais e outros tentaram iniciar incêndio no lado de fora da Curuzu.
A princípio, o clube conseguiu identificar envolvidos na confusão e evitou a perda de mando. A Curuzu foi interditada, mas o Paysandu conseguiu mandar os compromissos no Mangueirão, também em Belém. Com a decisão do STJD, o clube terá que atuar longe da capital se não entrar ou tiver recurso negado pelo tribunal.
Logo após o julgamento que condenou o Papão, ocorrido na tarde desta quarta-feira (6) na sede Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, o diretor jurídico da agremiação, Alberto Maia, declarou que o Paysandu deverá processar a Torcida Bicolor caso se mantenha as punições ao clube. Porém, a instituição se defendeu das acusações em matéria publicada no DOL na noite de quarta-feira (6).
O presidente da Torcida Bicolor (TUTB), Paulo Rubens, afirmou que a confusão não teve participação de integrantes da entidade e que, na ocasião, até ajudou o clube denunciando o verdadeiro infrator à Polícia Militar. Paulo Rubens defende a ideia de que a denúncia deveria ser feita em caráter individual e que procurará a diretoria do Paysandu para uma conversa amigável.
O próprio diretor de segurança do Paysandu, Carlos Silva, também é cauteloso nas acusações: "Realmente a torcida bicolor incitou, mas a confusão quem iniciou foram 'torcedores comuns'. A torcida bicolor inclusive colaborou com a gente entregando o homem que jogou a bomba para dentro do gramado.", explicou.
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(Ronald Sales/DOL)
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