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ESPORTE PARÁ

Vanderson já demonstrou seu amor pelo Papão

Em nove anos de Curuzu, com saídas para o Atlético-PR e Vitória-BA, o volante Vanderson, 34 anos, já viveu boas e más experiências. Segundo ele, o momentos de alegria suplantaram as tristezas. Ao longo deste tempo, sua relação com a torcida bicolor, tem s

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Em nove anos de Curuzu, com saídas para o Atlético-PR e Vitória-BA, o volante Vanderson, 34 anos, já viveu boas e más experiências. Segundo ele, o momentos de alegria suplantaram as tristezas. Ao longo deste tempo, sua relação com a torcida bicolor, tem sido, como ele mesmo diz, “entre tapas e beijos”. Quando o time vai bem, o meio-campista recebe aplausos e elogios da Fiel. Em contrapartida, quando as coisas não caminham bem, o jogador, natural de Castanhal, é, na maioria das vezes, apontado como responsável. Ainda mais agora que já está perto de pendurar as chuteiras.

Prestigiado ou não pela Fiel, uma coisa o jogador sempre demonstrou: fidelidade ao Papão, clube que ele aprendeu a amar ainda criança na Cidade Modelo. “Apesar de ter um tio que jogou no Remo (Luis Carlos Apeú), nunca deixei de torcer pelo Paysandu”, diz. A carreira do “xerife” alviazul foi iniciada no Castanhal, clube no qual ele espera encerrar a carreira, com a transferência para a Curuzu acontecendo em 2000. A estreia pelo time bicolor aconteceu, conforme recorda o volante, num jogo contra o Nacional-AM, pela Copa Norte.

“Foi uma partida em que cheguei a marcar gol, mas da qual também fui expulso”, recorda. “Por isso fui aplaudido e, depois, criticado pelos torcedores”, revela. “Desde essa época convivo com essas duas situações”, completa. Mesmo com o time não passando por um bom momento, brigando para não cair para a Série C, Vanderson não baixa a cabeça e diz ser uma pessoa feliz. “Jogo no clube que amo desde garoto e tenho confiança que vamos sair dessa”, justifica.

Não é apenas com palavras que Vanderson mostra o seu amor ao Papão. Ele também é capaz de derramar lágrimas pelo clube do coração. Foi assim na derrota para o Figueirense-SC, quando teve de ser consolado por seus companheiros e até pelo árbitro da partida. Um momento que segundo o volante, jamais será esquecido por ele e que, com toda a certeza, fez muitos torcedores alviazuis desfazerem a dúvida que tinham com relação ao afeto que o jogador tem pelo clube.

A sabedoria de lidar com cobranças

O relacionamento de Vanderson com a Fiel, como admite o jogador, é pontuado por altos e baixos. O que é natural para quem defende um time por tantos anos. O meio-campista reconhece que nos últimos anos a Fiel tem cobrado muito mais dele. “Quando a idade chega é sempre assim no futebol”, afirma. “Se o time joga mal e perde, o jogador com mais idade é logo acusado de ser o responsável por já estar velho”, diz. Ele, porém, afirma estar tranquilo quanto a essa situação. “Tiro isso de letra, sem qualquer problema, pois sei do meu empenho em campo, seja na vitória, no empate ou na derrota”, argumenta.

O jogador se coloca na pele daqueles que estão na arquibancada. “Eu mesmo já fui torcedor e sei o que é isso”, ressalta. “O torcedor quer ver o seu time sempre vencendo. É natural. Mas nós, jogadores, lá dentro de campo também queremos vencer. Só que nem sempre isso é possível”, comenta. A cobrança da Fiel, segundo afirma, não prejudica o desempenho do meio-campista dentro das quatro linhas. “Como disse, tiro isso de letra. Essa cobrança, pelo contrário, até me motiva mais a jogar bem”, assegura Quando encerrar a carreira, Vanderson será mais um a engrossar a fileira dos torcedores alviazuis nas arquibancadas. “Torço pelo Paysandu desde a época em que jogava em Castanhal. Na hora que chegar o momento de pendurar as chuteiras, vou continuar sendo torcedor”, promete. O volante pretende se despedir da carreira no Castanhal. “Foi lá que tudo começou, desde os meus 15 anos, mas o Paysandu vai sempre estar no meu coração”, garante Vanderson, que pensa em ser treinador ou exercer outra atividade dentro do futebol, após deixar de correr atrás da bola.

Enquanto há vida, há esperança...

Com tanta experiência no futebol e todos esses anos de Curuzu, Vanderson acredita que a fraca campanha do Paysandu, com o time ocupando até ontem, antes do jogo com o Oeste-SP, a 18ª colocação, é de responsabilidade de todos que estão no clube. “Eu mesmo tenho minha parcela de culpa, assim como tem o (presidente) Vandick (Lima), os outros jogadores, comissão técnica e todos os demais”, admite. O volante, porém, faz uma ressalva quanto as contratações feitas pela direção do Papão. “Todas elas foram feitas com o objetivo de levar o time à Primeira Divisão. Infelizmente algumas não deram certo”, argumenta.

O meio-campista acredita que alguns fatores contribuíram para que alguns dos jogadores contratados não vingassem com a camisa bicolor. “Teve casos de jogadores que não conseguiram se adaptar ao clima e outros sentiram a pressão da torcida”, avalia. “Mas teve caso também de jogadores que chegaram aqui e não vestiram a camisa do time”, acusa o volante, evitando, por uma questão de ética profissional, citar nomes. “No fundo o torcedor sabe o que cada um faz ou fez em campo”, observa o capitão bicolor.

Apesar do momento difícil enfrentado pelo Papão, Vanderson afirma que ainda confia na permanência do time na Segundona em 2014. “Se tem uma coisa que não podemos perder, nós, jogadores, dirigentes, torcedores e todos os bicolores é a confiança na manutenção do time na Segunda Divisão”, ensina. “Sabemos que o momento é de dificuldade, mas não podemos perder a confiança e abandonar nosso objetivo. Vamos continuar lutando até o fim, que com toda a certeza será de alegria”, arremata.

(Diário do Pará)

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