Na sequência de jogos que faz para tentar evitar o descenso à Série C do Brasileiro de 2014, o Paysandu tem, hoje, em Juazeiro do Norte (CE), missão das mais difíceis: derrotar o Icasa, às 20h50 (horário de Belém), no estádio Mauro Sampaio, o Romeirão, pela 36ª rodada da Série B. A partida marca o encontro de equipes com objetivos diferentes na reta final da competição. Enquanto o Papão encabeça o chamado grupo da morte, na 17ª posição, com 39 pontos, e busca a zona intermediária, o que o livraria da queda, o Verdão, com 56 pontos, é o último colocado do G4, grupo dos virtuais classificados à Série A do ano que vem.
Os times entram em campo motivadas pelos resultados obtidos na rodada anterior. O Paysandu derrotou, em Belém, por 1 a 0, o todo poderoso Palmeiras-SP, líder isolado, com 73 pontos, e com retorno assegurado à elite nacional em 2014. O resultado colocou água no chope do Porco, que pretendia festejar o título da competição em Belém.
Ao mesmo tempo, a vitória representou uma injeção de ânimo nos bicolores para os três jogos decisivos que têm pela frente - os outros dois contra Bragantino-SP e Sport-PE.
O Icasa foi até Bragança Paulista, na rodada passada, e detonou com o Bragantino: 2 a 1. O resultado ratificou a ameaça de queda do time da casa. Passando pelo Papão, o Verdão nem precisará se preocupar, pelo menos até o final da rodada, com os resultados da concorrência.
A realidade bicolor é bem diferente. Ancorado na zona há algumas rodadas, o Papão precisa da vitória e, ao mesmo tempo torcer por derrotas de seus rivais na briga para evitar a queda, sobretudo de ABC-RN e Atlético-GO, que imprensa o time alviazul, “hospedados” na 16ª e 18ª colocações, com 39 e 38 pontos.
Mas, o objetivo principal do time paraense é vencer para manter viva a chance de continuar na Segundona na temporada de 2014.
Djalma se firma no time titular
O meia Djalma volta pela segunda vez em sua carreira a colocar os pés no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte. Mas desta vez, diferente de 2012, quando apenas assistiu ao Paysandu perder por 2 a 1 para o Icasa, pela Série C, o atleta entra jogando, com a responsabilidade de reeditar as boas partidas que fez contra o Oeste-SP e o Palmeiras-SP. “Estou consciente da importância que tenho para o time”, diz. “Sei que trata-se de um grupo e cada um tem de dar a sua contribuição. Vou tentar fazer a minha parte, torcendo para que os companheiros façam o mesmo”, comenta.
Na opinião do meia, o Paysandu foi diferente diante do Palmeiras por um único motivo: “Houve a entrega de cada um dos nossos atletas”, avalia. “A mesma situação deve ser aplicada na partida contra o Icasa”, recomenda Djalma.
O meio-campista passou algum tempo em tratamento no departamento médico, o que o tirou a titularidade, mas agora, ele espera se manter entre os onze jogadores até o final do campeonato. “Estou dando o melhor de mim para não deixar o time e ajudar o time e também me ajudar”, afirma.
Perto da A, Icasa prega cautela
Não bastasse a vitória fora de casa diante do Bragantino-SP, o Icasa ainda foi favorecido no aspecto disciplinar e médico no jogo em Bragança Paulista. O time do Verdão do Cariri deixou o gramado de jogo sem jogadores suspensos ou lesionados. Ótimo para o técnico Sidney Moraes, que, desta maneira, pode repetir, diante do Papão, o mesmo time da partida no interior de São Paulo.
Se não tem dor de cabeça com desfalques, o treinador centra sua preocupação na empolgação do elenco que comanda. “Não podemos achar que a vaga à Série A já está garantida”, recomenda Moraes.
Diante da ameaça de possível otimismo exagerado de seus comandados, o técnico tem conversado com cada um dos jogadores para pedir que não exagerem na confiança e que, ao mesmo tempo, respeitem o Paysandu, que briga para não cair.
“Sabemos da força e da tradição do adversário, que vai fazer de tudo para chegar ao fim da Série B longe da zona de rebaixamento. Não podemos ser uma das vítimas dele”, observa Moraes.
Nove brigam contra o rebaixamento
A três rodadas para o final da Série B do Brasileiro, a briga tanto pelo acesso à elite do Nacional como para evitar a queda à terceira divisão é das mais acirradas, com os primeiros e últimos colocados embolados em seus respectivos grupo.
No caso da luta para evitar o rebaixamento, que é o que interessa ao Paysandu, representante paraense na competição, apenas duas “sepulturas” precisam ser fechadas, já que Asa-AL e São Caetano-SP estão virtualmente alijados da Segundona de 2014.
Paysandu e Atlético-GO lutam para evitar a queda. Mas eles não estão sozinhos nesta briga. ABC-RN, Guaratinguetá-SP, América-RN e Bragantino-SP também não podem vacilar na reta final da competição, pois podem encarar 2014 no “inferno” da Terceirona. Mesmo tendo vencido Avaí-SC e Guaratinguetá, o Asa está em situação delicada, com remotas chances de permanecer na Série B. Com 32 pontos, o time alagoano entregou a lanterna depois de dez rodadas ao São Caetano, que tem a mesma pontuação.
Após a derrota para o Figueirense-SC, o ABC fincou pé nos 39 pontos e só não visitou a zona de rebaixamento porque tem uma vitória a mais que o Paysandu (11 contra 10), mas as chances de queda aumentaram para 34,4%.
Outro que viu o sinal amarelo ser ligado foi o Guaratinguetá. Sem vencer há quatro jogos, o time paulista é o 15º colocado, com 41 pontos. Tem 20,4% de chance de cair. Outras três equipes que ainda são perseguidas pelo fantasma da queda são: América-RN e Bragantino têm 12% e 9,8%, respectivamente. Já o Oeste, com 44 em 12ª colocação, está praticamente livre da degola, tendo 1,6% de chances.
(Diário do Pará)
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