A principal ação de marketing implantada pela atual diretoria do Clube do Remo vai começar na prática. A partir da próxima segunda-feira (18), às 14 horas, começará a pré-venda da camisa 33, que faz referência ao histórico tabu conseguido em cima do Paysandu, durante a década de 1990. Inicialmente, seis mil exemplares serão comercializados, de um total de 11 mil, que devem se esgotar até o dia 30 de novembro, data do término das vendas.
O esquema de comercialização foi organizado pelo clube, e será feito exclusivamente na loja que funciona na sede social, além do site oficial do Remo e site da Nação Azul. “Esta camisa não será encontrada em nenhuma loja, magazine ou venda semelhante. A comercialização é exclusiva nas lojas da Nação Azul”, ressalta o diretor Thiago Passos.
A expectativa, segundo ele, é que o primeiro lote se esgote em apenas três dias, repetindo o sucesso da camisa promocional lançada no início do ano. “A pré-venda é um instrumento que criamos para dar conforto. Tivemos a experiência com a camisa da Umbro, na qual pessoas entravam em filas de espera, formavam filas nas lojas, uma procura muito grande e muita gente não pôde adquirir a sua. Agora será diferente”, promete.
A camisa vai custar R$ 150, e o comprador deve retirá-la a partir do dia 12 de dezembro, no local da compra. No entanto, o diretor destaca um pequeno e importante detalhe. “É uma tiragem única e exclusiva de 11 mil exemplares. Por isso, é bom adquirir agora. Depois não haverá outra”.
O momento principal da ação será o amistoso no dia 15 de dezembro, no Mangueirão, contra o Londrina-PR. Na ocasião, o dono da camisa 33 será apresentado, com direito a descida de helicóptero no gramado.
Nem todos foram descartados
Atualmente, dos 25 atletas que compõem o elenco azulino, seis remanescem da atual temporada. É um fato raro e comemorado pelos jogadores que ganham a nova oportunidade. O amadurecimento de ideias e atitudes, na visão de quem trabalha diariamente, tende a alimentar a vontade de entrar em campo e extinguir um jejum que já incomoda até os mais otimistas.
“Isso foi um ponto importantíssimo. Todo clube tem que ter uma estrutura, uma base de jogadores. E eu creio que o Pirão e o Bororó, junto com os demais diretores, estão pensando nisso. Gostaram de alguns jogadores e graças a Deus estou no meio”, comemora o zagueiro Henrique, que relembra até a tristeza dos funcionários, antes vítimas de constantes salários atrasados.
“Muita coisa já foi mudada. É preciso esquecer este ano difícil, doloroso. Não podemos repetir os mesmos erros, fazer coisas que outros elencos fizeram. É preciso mudar tudo, e um destoando altera o total do grupo”, acredita o atleta.
Saber onde se pisa pode contribuir
Os campos encharcados, com gramados irregulares, as viagens desgastantes e a falta de estrutura em alguns estádios mostram que o Campeonato Paraense precisa de melhorias. Por esse motivo, ter a experiência de conhecer o nível praticado é requisito indispensável na visão de quem já conhece o Parazão.
Pensando dessa forma, é inevitável não ter argumentos suficientes para crer que o Clube do Remo poderá usufruir de um time mais combatente, somando aos reforços de peso, anunciados pela diretoria. “É importante porque não vamos começar do zero, independente de quem chegue. Muitos de nós atuamos no paraense e conhecemos a competição. Eu, particularmente, já disputei diversos estaduais, mas considero o daqui o mais difícil que disputei devido ao nivelamento dos clubes e os campos molhados”, ressalta o zagueiro Henrique.
Talvez por esse motivo, metade dos reforços contratados, incluindo os importados, têm origem local, como lateral-direito Levy, velho conhecido da torcida azulina. “Fiquei muito feliz pela volta ao Clube do Remo. Estou me empenhando ao máximo para corresponder a expectativa do torcedor. A gente sabe que desde 2003, quando vesti a camisa do Remo, passa um filme na minha cabeça. Aqui espero dar continuidade na minha carreira e tirar o clube dessa situação”, destaca o jogador.
(Diário do Pará)
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