O Mangueirão, palco do jogo deste sábado (23), contra o Bragantino-SP, pela penúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, pode ser um aliado do Paysandu na luta que a equipe trava para escapar do rebaixamento. O zagueiro Raul diz que, por ter um gramado com maiores dimensões, o estádio não permite a retranca dos adversários, estratégia que deve ser adotada pelo time paulista, que vem a Belém para tentar pelo menos um ponto. A marcação da partida, portanto, para o local, agradou em cheio o zagueiro.
“Não só eu, como o restante do grupo, todos gostamos de jogar lá (no Mangueirão)”, revelou. “Além do ótimo estado do gramado, o local não permite que o adversário fique lá atrás, fechado”, completou. O zagueiro acredita que o Braga deve adotar as jogadas de contra-ataques para buscar a vitória, procurando se expor o mínimo possível. “Eles deve ser assim pela necessidade que o time dele precisar de só mais um ponto para evitar o rebaixamento”, opina Raul, que terá como companheiro de zaga, Leonardo D’Agostini, substituto de Fábio Sanches, suspenso pelo terceiro amarelo.
As possíveis estocadas do Braga em jogadas de contra-ataques imaginadas por Raul exigirão um esforço a mais do Papão. “A atenção vai ter de ser redobrada”, recomendou. “Não podemos ser surpreendidos, pois se o time sofrer o gol as coisas vão ficar mais complicadas, com toda a certeza”, avisa.
Voltando a falar de gramado, Raul disse acreditar que no Mangueirão Papão fica mais encorpado. “Diferente do que acontece na Curuzu, que tem um campo ruim e pouco espaço”, finalizou.
Tendo ou não razão o zagueiro bicolor, é fato, que nos três jogos que fez no local, contra o Paraná-PR, ABC-RN e Palmeiras-SP, o time listrado venceu todos. Aliás, em todos os jogos, a equipe também saiu de campo sem sequer sofrer gol.
Chuva forte atrapalha treino na Curuzu
O técnico Vagner Benazzi bem que tentou, no treino de ontem à tarde, na Curuzu, dar um drible no tempo, mas acabou sendo brecado em sua intenção. Na véspera, ele decidiu em conjunto com os seus assistentes, antecipar a atividade, que normalmente começa às 16 horas, para às 15 horas. Pois, foi só o elenco entrar em campo que o sol resolveu se esconder, dando vez a chuva, que não chegou a cair em grande intensidade. Mas, de qualquer forma, se o objetivo era treinar em um campo seco, a intenção acabou não se concretizando, o que não chegou a causar aborrecimento ao grupo bicolor.
Alguns jogadores, entre eles o lateral-direito Yago Pikachu e o meia Djalma, até acharam positivo treinar por debaixo de chuva. “Vai que na hora do jogo a chuva resolve aparecer. Pelo menos o nosso lado estará preparado para encará-la”, disse o defensor. “É difícil, quem é daqui sabe, não conviver com a chuva em Belém. Ainda mais em um período desse”, lembrou Djalma, referindo-se a aproximação do inverno.
Passando da chuva para a ‘tempestade’ que o time vem enfrentando para se manter na Série B em 2014, o apoiador disse estar convicto de que o Papão reúne condições de evitar a queda, ainda que, além de vencer, dependa de uma composição de resultados na competição. “Eu particularmente não penso em rebaixamento. Sou otimista e não penso do lado negativo das coisas. Sei que nosso time tem condições de superar as dificuldades e assegurar a permanência nos dois jogos”, declarou.
O meia e o lateral Pikachu, aproveitaram as entrevistas para convocar a Fiel a lotar o Mangueirão no sábado (23). “Peço que o torcedor venha nos apoiar, pois assim as dificuldades serão menores”, disse. “O torcedor tem a mesma importância que teve no jogo com o Palmeiras”, completou Pikachu.
Comissão técnica será julgada
Frequentador assíduo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nos últimos dias, o Paysandu volta ao banco dos réus da corte, desta vez representado pelo técnico Vagner Benazzi, seu auxiliar-técnico William Haouptnan e o médico Eduardo Cardoso, todos excluídos do jogo em que o Paysandu caiu, por 4 a 2, diante do Joinville-SC, pela Série B do Brasileiro. O trio será julgado pela quarta comissão disciplinar do órgão, com a sessão tendo início às 16 horas.
De acordo com informação chegada à Federação Paraense de Futebol (FPF), que a repassou ao departamento jurídico do Papão, o árbitro Claudio Mercante, que apitou a partida carregou no relatório do jogo contra os integrantes da comissão técnica bicolor.
A defesa do trio deve ser feita pelo advogado Osvaldo Sestário, que presta serviços ao clube no Rio de Janeiro. Ainda que levem um ‘gancho’ considerável, os profissionais ainda deverão ter condições de trabalhar no jogo de sábado, contra o Bragantino.
(Diário do Pará)
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