A felicidade dos jogadores do Clube do Remo ao trabalhar com ela, a bola, estava estampada em cada rosto. Depois de dez dias de folga, seguido de uma semana de avaliações físicas, o treino tático foi comemorado com uma alegria que contrasta com maratona física, considerada por nove entre dez jogadores a pior parte da preparação de um time.
“Ninguém gosta muito de fazer exercícios. Eu faço porque sou atacante e, além disso, perco muita massa muscular, então preciso trabalhar para repor. Além do mais, todo atacante usa muito a força e a explosão física, mas trabalhar a parte física em si eu não gosto muito”, confessa o atacante Val Barreto.
A rejeição além de não ser exclusiva, nem de longe se compara com a vontade de disputar uma partida. “Depois de uma folga boa, nada melhor que colocar em prática o que fizemos nos treinos, para chegar no campeonato bem preparado. É bom porque temos bastante tempo para trabalhar, entrosar o grupo”, avalia o meia Ratinho. Segundo ele, o treino da manhã de ontem foi muito bem recebido e tem todas as condições de ajustar o time às necessidades de amistosos e campeonatos.
“Foi possível perceber que é um jogo rápido, curto, de aproximação. Acho que vai dar condições de chegar no jogo sem errar muito e finalizar bastante. No momento em que tivermos com a bola, a ordem é sair para o ataque, como disse o professor. Já estamos imprimindo essa característica na pré-temporada e esperamos levá-la para o estadual”, encerra o meio-campista.
Preparação está voltada para jogo
Na manhã de ontem, no Centro de Treinamento Ninho dos Cobras, em Ananindeua, o Clube do Remo realizou um treino tático sob a supervisão do técnico Charles Guerreiro e sua comissão técnica. Foi o primeiro contato com a bola, no qual a prioridade vem a ser a parte tática, diferente dos demais dias, todos focados na parte técnica e física.
O grupo foi desmembrado em times menores, com regras curtas. “Esse é um treinamento em campo reduzido, onde nós dividimos o grupo em três equipes de sete. Ele possibilita que a equipe tenha velocidade na marcação, no raciocínio, além de proporcionar a chegada dos meias e atacantes no gol adversário. É uma prática que vem ocorrendo nas grandes equipes, inclusive a seleção brasileira faz uso dele”, explica o auxiliar técnico, Edmilson Melo.
A escolha pelo treino tático as vésperas da viagem para o amistoso da próxima segunda-feira (25), contra o São Francisco, em Santarém, serve de base para acostumar o time a adotar uma postura agressiva, ao mesmo tempo sem desguarnecer a defesa. “Raciocínio rápido, velocidade da marcação, chegada do jogador no adversário. Isso é importante. O futebol brasileiro se modificou e a pegada é fundamental”, ressalta o auxiliar.
“Nós temos um jogo na segunda-feira. Então, conversamos com a comissão técnica e achamos por bem massificar esse tipo de trabalho. Tanto é que essa semana inteira, além do treino físico, vamos focar bastante nos treinos com bola”.
(Diário do Pará)
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