Campeão paraense de futsal da temporada 2013, a Associação Esportiva Shouse vive a rotina de orçamento apertado e pouco apoio do esporte amador. O presidente do clube, Roberto Martins, é dono de uma empresa de informática que empresta o nome ao time de futsal e de lá retira a maior parte dos recursos para manutenção do clube. Mesmo as leis de incentivo acabam não ajudando tanto no trabalho de manutenção do time. “Conseguimos a aprovação de um projeto do Shouse na lei Tó Teixeira, mas o teto para captação era de 20 mil reais por ano. Nosso orçamento em 2013, com gastos de elenco, material e viagens, foi de 117 mil reais”, lamentou o dirigente.
Apesar dos muitos gastos e pouco apoio, Roberto não pensa em parar com as atividades do clube, mas não vislumbra expandi-las. “Não temos outras modalidades esportivas e, infelizmente, não temos divisões de base. Tentamos instalar uma equipe sub-17 há alguns anos, mas o que vimos foi que os gastos dobraram para manter mais uma equipe, então priorizamos o time profissional” comenta Martins.
Como outras equipes de esporte amador, o Shouse não paga salários aos seus atletas, mas Roberto afirma que a relação do clube com seus jogadores é quase familiar. “Temos quase um projeto social aqui dentro. Boa parte dos atletas do futsal acabam vindo trabalhar dentro da minha empresa, também, onde eles recebem treinamento e capacitação para entrar no mercado de trabalho”, disse Roberto.
O clube também banca plano de saúde e dá assistência na recuperação de seus atletas, mesmo em lesões sem relação com o esporte. “Tenho a consciência que não estou explorando ninguém no Shouse. Nossa relação é praticamente familiar”, finaliza.
(Diário do Pará)
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