Do ponto de vista mercadológico, a campanha criada pela diretoria azulina pode ser considerada um sucesso. Por toda cidade criou-se uma curiosidade exacerbada em saber quem será o dono da Camisa 33. Torcida, imprensa, quem não deu um palpite ou teve um desejo? Três mil camisas serão entregues a partir do dia 17, como prova do interesse da torcida, mas será que o desfecho da campanha pode ter o mesmo sucesso?
Para quem trabalha e vive de campanhas de marketing, a ação remista foi extremamente positiva, mas deixa livre alguns riscos. “O torcedor do Remo quer um jogador que possa fazer diferença, agregue valor para alcançar os objetivos, e não um jogador que possa chegar só com nome, prestígio. Agora se criou uma expectativa e se não for um atleta realmente à altura da ação, da ideia, o resultado pode ser o inverso. O ruim da campanha foi não ter ouvido o torcedor”, acredita o profissional de marketing Thiago Quaresma, que vê o Camisa 33 como um objeto pouco definido. “Se o foco é fomentar a rivalidade, o Eduardo Ramos seria perfeito, caso contrário, há outros nomes melhores”.
Outro ponto estudado, desta vez positivo, foi a série de vantagens que a ação trouxe não só para o jogador escolhido, como também para a reputação da própria diretoria. “Se der certo, a diretoria do clube só tem a ganhar com a validação de contratações e dispensas. O torcedor se sentirá representado”, contrapõe o diretor de marketing Péricles Souza. Segundo ele, levando em consideração o aspecto positivo, poderá surgir um novo fenômeno de visibilidade. “Vai dar um fôlego para que a torcida se empolgue com a contratação. Além disso, com os resultados, dobra o interesse para o time do Remo por parte dos torcedores e imprensa especializada”.
(Diário do Pará)
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