A chegada do meia Eduardo Ramos ainda não encerra o ciclo de contratações do Clube do Remo. O departamento de futebol ainda caça um volante com características de marcar e proteger os zagueiros. Até o momento, somando novos e primeiros contratados, 12 jogadores já vieram para compor o elenco remista em 2014.
Segundo o diretor de futebol Thiago Passos, todos eles foram estudados através de uma grande triagem que começou em agosto. “O nosso propósito é minimizar a margem de erro. Queremos jogadores que tenham uma probabilidade de êxito maior, que tenham um rendimento considerável e isso nós fizemos. Não contratamos pela internet e nem empresários nos empurraram jogadores. Fizemos um raio-x de cada jogador dentro e fora de campo para saber se eles renderiam ao serem contratados pelo Remo”, revela.
Thiago Passos faz parte de uma nova geração de dirigentes do futebol remista, que em momento algum temeu as repercussões de suas decisões. A prova disso foi sua explicação após a apresentação do camisa 33. “Para ser sincero, a apresentação do Eduardo Ramos foi aquilo que esperávamos. Sabemos que a torcida é passiva de paixão, de emoção, mas ele foi o principal jogador do nosso maior rival e ele tem 95% de aceitação dos torcedores para ser o camisa 10, mas tinha grande rejeição em ser o camisa 33”, explica.
Diretor garante que os ‘medalhões’ não foram procurados
O nome de um meio-campo frustrou praticamente grande parte da torcida que esteve presente no último domingo (15), no Mangueirão. Tudo porque o presidente Zeca Pirão e o próprio diretor de futebol Thiago Passos já haviam dito que o dono da camisa 33 se tratava de um goleador, de um atacante com poder de finalização e gabarito reconhecido nacional e internacionalmente. A vinda de um meia, porém, e ainda por cima do rival Paysandu, teve impacto diferente no ânimo do torcedor.
Durante os meses de mistério, nomes consagrados e alguns caricatos foram sondados. E sobre essas conversas, Thiago Passos assegura convictamente que nenhum deles saiu da boca dos diretores de futebol do clube. “O Clube do Remo não especulou nomes em nenhum momento. Foram nomes que vazaram e ficaram ecoando por aqui, então, automaticamente elevou a expectativa para que ele fosse um top nacional, quiçá internacional! Isso, de certa forma, acabou frustrando alguém que imaginava ver um Rafael Moura, um Loco Abreu, Herrera, com salário de 150 mil reais, totalmente fora da realidade do Remo”, rebate o dirigente.
As vaias, para ele, são reflexos uma paixão desmedida, porém inconsciente que precisa ser direcionada a um projeto muito mais amplo. “A torcida entendeu um pouco equivocadamente o projeto. O projeto nunca foi para promover um único jogador. Ele veio na necessidade de arcar com custos de um plantel qualificado que montamos para esse ano. Alguns atribuíram ares de sagrado, mas não é isso. O número 33 é o símbolo de uma rivalidade, é o reflexo do tabu que aplicamos no nosso maior rival. Nada mais lúcido em trazer um jogador de lá que foi o maior craque do campeonato, mas que agora está aqui no Remo”, completa a explicação.
(Diário do Pará)
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