Depois das festas de fim de ano, chegou a hora de voltar ao trabalho. Para os 28 atletas que compõem o plantel azulino, 2014 chegou com a mesma responsabilidade que o ano anterior terminou: a missão de espantar a crise e transformá-las em conquistas é a principal meta do time comandando pelo técnico Charles Guerreiro. A reapresentação do elenco acontece nesta quinta-feira, a partir das 8h30, com um trabalho físico em local a ser definido.
No retorno da delegação, os preparativos já apontam novamente para o litoral paraense, onde o elenco retorna, desta vez completo, para mais uma pré-temporada, que começa no dia 3 e vai até o dia 11 deste mês. “Salinas é um bom local. Oferece recursos necessários, apesar do primeiro gramado que trabalhamos. Mas, além disso, tem uma bela natureza e proporciona aos jogadores uma tranquilidade a mais, ajuda que vamos colocar contra o Cametá quando começar o campeonato”, afirma o lateral-direito Diogo Costa.
Dentre os aguardados, a expectativa é grande em torno dos meias Eduardo Ramos, Athos e Thiago Potiguar. Além deles, o atacante Leandrão também é aguardado, depois de desfrutar de longas férias. Essas são as principais contratações do Clube do Remo, mas o elenco também jogadores locais, que prometem acirrar a briga pela titularidade. “Precisamos nos manter em alerta. É trabalhando que a nossa chance de se manter entre os titulares vai surgir. Agora, é importante para o Clube do Remo ter bons jogadores em cada posição”, avalia o lateral-esquerdo Alex Ruan.
Deixa a chuva cair que o bom tempo há de vir!
O ano de 2014 chegou! Com ele, a esperança, motivação e confiança são palavras de ordem, sobretudo quando se deixou para trás um ano difícil, que de bom mesmo, só ofereceu as energias para seguir em frente.
Ao menos no futebol, foi assim que o zagueiro Igor João definiu 2013. Depois de uma contusão séria, uma cirurgia de longa recuperação e a intenção de abandonar o futebol, só mesmo virar a página para esquecer o passado. “Representa o ano da reformulação e de uma nova história, não só para o Remo, mas para mim também. Eu tive alguns problemas no início do ano e passei por um período longo longe dos gramados, agora em 2014 tem que ser tudo certo. Peço muito a Deus que possa dar continuidade no meu futebol. Quero dar continuidade nos jogos e evitar novos problemas”, roga o zagueiro.
Em dezembro de 2012, durante treino coletivo, Igor João sofreu uma lesão séria. Ao tentar marcar o atacante Val Barreto, ele sofreu um estiramento no ligamento colateral do joelho direito, que o deixou de molho por seis meses, com apenas 19 anos. “Quando me machuquei, eu pensei em parar, porque nunca tinha me machucado assim. Um jogador de 19 anos tendo que operar o joelho, sem poder andar, além da desconfiança se eu voltaria a jogar, tudo isso me deu vontade de abandonar o futebol”, revela.
Igor João quer uma vaga no time titular
Hoje em dia Igor João luta pela afirmação no time, e conta com o apoio de um treinador que reconhece a importância dos talentos locais. “O Charles Guerreiro é um treinador que dá todo apoio, não só para a gente, como aos atletas de fora, inclusive passa a tranquilidade necessária em cada jogo”, garante ele, que faz questão de lembrar dos momentos mais marcantes na carreira. “O primeiro foi quando ganhamos o segundo turno em 2012, a arquibancada lotada. Foi lindo. O segundo foi a campanha do sub-20 na Copa do Brasil, não posso esquecer”.
Por esse e outros motivos, o zagueiro vive um momento especial no Remo. “Este ano para mim é de afirmação no clube. É provar para mim mesmo e para diretoria que eu posso ser titular do clube e ajudar a conquistar todos os objetivos, estadual, Copa Verde, vaga na Série D”, ressalta Igor João.
A carreira do jogador começou meio que por acaso, quando ele foi convidado para um amistoso que mudaria sua vida. “Não joguei em nenhum clube. Foi coisa de Deus. Desde criança eu jogava com os garotos da rua só por diversão. Aconteceu um amistoso entre o Remo e a seleção da minha cidade, onde fui selecionado para a equipe e depois fui chamado para um teste no Remo”, conta, na época que o esporte era apenas uma diversão pelos campos de Jacundá.
(Diário do Pará)
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