Nos 65 jogos oficiais que fez na temporada 2013, o Paysandu sofreu um total de 85 gols. Uma média de 0,76% gols por partida. Os números comprovam a fragilidade da defesa bicolor, apontada como a grande responsável pela queda do time à Série C do Brasileiro deste ano. O setor causou dor de cabeça nos técnicos que passaram pela Curuzu, sobretudo durante a Série B. E não foi por causa da falta de jogadores e experiências colocadas em evidências pelos treinadores. Do gol a lateral-esquerda, a defensiva da equipe passou pelas mais diferentes composições, sem apresentar qualquer efeito prático.
Até mesmo Fábio Sanches, zagueiro de reconhecida qualidade técnica, não conseguiu se encontrar, alternando boas e más partidas. O defensor pareceu ter sido contaminado pela mediocridade de seus companheiros de zaga, principalmente Leonardo D’Agostini e Dirceu, jogadores que em nenhuma das partida que fizeram conseguiram justificar suas vindas para o clube. Já os zagueiros Pablo e Raul, atletas da terra, fizeram um pouco melhor, mas ainda assim, talvez pelas constantes mudanças no setor, não conseguiram transmitir confiança ao torcedor alviazul.
Como em toda regra há exceção, o lateral-direito Yago Pikachu foi o único a se salvar na bisonha defesa bicolor. Após um começo de temporada claudicante nos clássicos contra o Remo, pelo Campeonato Paraense, Pikachu conseguiu se reencontrar na sequência da competição, encerrando o ano como o principal artilheiro do time. As boas apresentações do lateral na Série B acabaram por despertar o interesse de grandes clubes em sua contratação, que pode ser concretizada a qualquer momento.
Se a lateral-direita, com Pikachu, foi a única engrenagem a funcionar bem no Papão, no gol o problema defensivo do time também foi dos mais evidentes. Foram quatro os jogadores que vestiram a camisa 1 do time: Zé Carlos, Marcelo, Paulo Rafael e, finalmente, Matheus, único que conseguiu corresponder, mas quando a equipe já reunia remotas possibilidades de permanecer na Segundona este ano.
(Diário do Pará)
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