O técnico Mazola Júnior e seus assistentes poderão ter um dia a menos na preparação do Paysandu para a estreia do time no Parazão. A partida contra o Gavião Kyikatejê, marcada para domingo (12) poderá ser disputada no sábado (11), na Curuzu. A antecipação foi pedida à Federação Paraense de Futebol (FPF) pela Polícia Militar, que não garante segurança para o jogo. A PM alega que grande parte de seu efetivo estará envolvida nos festejos dos 398 de fundação de Belém. Mas a diretoria bicolor não concorda com a mudança, que, segundo os dirigentes, só prejudica a equipe.
A FPF, no entanto, já determinou a mudança na tabela da competição, embora a direção da entidade aguardasse, ontem, por uma conversa com os dirigentes do Papão. Como o presidente Vandick Lima ficou de retornar à noite da Bahia, somente hoje é que a questão deve ser definida. O executivo do clube, Sérgio Papelin, porém, informou que manteve contato com Vandick, por telefone, e que o presidente adiantou que não vai concordar com a alteração. “Ele não abre mão da estreia no domingo, pois jogar no sábado vai prejudicar a nossa preparação”, ratificou Papelin.
Outra partida que deve mudar de data, também por deficiência de policiamento, é a do dia 2 de fevereiro, contra o São Francisco. A data marca o aniversário de 100 anos do Papão e a diretoria pretende promover uma grande festa. Inicialmente o jogo seria na Curuzu, mas a direção do clube pediu o remanejamento para o Mangueirão. Mas a PM alega não ter efetivo para trabalhar no jogo em função do carnaval, que será em março.
A antecipação do jogo com o Gavião, claro, não agrada a comissão técnica bicolor. “Parece que estão tentando dificultar ao máximo o nosso começo. Estão esquecendo que o Paysandu encerrou suas atividades dia 30 de novembro. Voltar dia 11, após 30 dias de férias, é muito complicado”, lamentou o técnico Mazola Júnior.
Continua a busca por reforços na Curuzu
Enquanto o técnico Mazola Júnior e seus assistentes preparam o time na pré-temporada, em Barcarena, a diretoria segue buscando novas contratações. O clube ainda deve fechar com um lateral-direito, um meia e um atacante. Os nomes dos atletas sondados não são revelados à imprensa. Mas alguns nomes são comentados de maneira extra-oficial na Curuzu. Para o meio-campo a especulação gira em torno de Rubinho, atleta com passagem pelo Rio Branco-AC e Luverdense-MT, enquanto Vanderson Maranhão é o mais citado para completar a lista de jogadores de ataque do elenco.
A direção do Papão espera fechar por toda esta semana com pelo menos dois dos jogadores pretendidos. O executivo bicolor, Sérgio Papelin, tem feito contatos diários com jogadores de várias regiões do Brasil. O funcionário admite que tem encontrado algumas dificuldades para sacramentar os acertos. “Neste momento quase todos os clubes estão em fase de montagem de seus elencos”, justifica Papelin. A lista de jogadores foi passada ao executivo pelo técnico Mazola Júnior.
O treinador vem sendo informado diariamente sobre o andamento das negociações com os atletas sondados. Antes da viagem do time para a pré-temporada em Barcarena, o treinador se mostrava preocupado com a morosidade na contratação dos jogadores por ele solicitados à diretoria. Mazola não gostou de começar a fase de treinamentos no interior com menos de 23 jogadores. Mas, com a chegada de Bruninho, Airton, Zé Antônio, Bruninho e Pikachu, no último sábado, o elenco chegou ao número desejado pelo comandante alviazul.
Treinador já tem esboço do time titular
Com quatro dias de treinamento em Barcarena, onde o elenco faz a sua pré-temporada, o técnico Mazola Júnior já começa a esboçar a equipe do Paysandu para a estreia no Parazão, provavelmente sábado (11), na Curuzu, diante do Gavião Kyikatejê. O treinador ainda não comandou nenhum coletivo, mas nos treinos técnicos que ministrou até ontem já deu para se ter uma ideia do que ele deve mandar a campo.
No time principal aparecem cinco jogadores remanescentes da temporada de 2013. São eles: Matheus, Vanderson, Zé Antônio, Djalma e Héliton. O restante do grupo é formado por jogadores recém-contratados ou oriundos das divisões de base. A dupla de zaga tem Charles e João Paulo, jogadores vindos do Fortaleza-CE e Joinville-SC, respectivamente, e no ataque a principal novidade é Lima, primeiro jogador contratado após a queda do clube para a Série C do Brasileiro.
Os jogadores da base utilizados por Mazola nos treinos foram o lateral-direito Gleisinho, o latera-esquerdo Helisson e o atacante Elielson. A equipe que participou dos treinos técnicos formou com Matheus; Gleisinho, Charles, João Paulo e Helisson; Vanderson, Zé Antônio e Djalma; Héliton, Lima e Elielson. Mas, como já conta com o lateral-esquerdo Airton, recém-contratado, e espera fechar com um ala direito, é possível que a defesa venha a sofrer mudanças.
Novela Pikachu: nova reunião está marcada para hoje
O caso Yago Pikachu poderá ganhar o seu capítulo final hoje, numa reunião entre o jogador, seu procurador, Cláudio Albuquerque, o Kiko, Vandick Lima e Sérgio Papelin, presidente e executivo bicolor. O atleta tem proposta do Goiás-GO, que o acenou com um salário 100% superior ao que ele ganha no Papão. Mas o Paysandu não concorda em ceder R$ 700 mil da transação de R$ 900 mil, oferecidos pelo clube esmeraldino pelo empréstimo do atleta, ao investidor Luis Henrique, que afirma ter comprado parte dos direitos econômicos do atleta, quando o Papão tinha em sua presidência Luiz Omar Pinheiro.
Na semana passada, o jogador participou de uma reunião, na Curuzu, com Sérgio Papelin e seu procurador, mas não houve acordo em função da ausência de Vandick, que somente ontem à noite ficou de retornar da Bahia. O dirigente máximo do clube é quem dará a palavra final sobre a saída ou não do jogador da Curuzu. Mas, Vandick já adiantou que não abre mão de o Papão ter uma boa compensação financeira na negociação. “Não vamos ceder o atleta por um valor insignificante”, anunciou o cartola.
Segundo se especula, o Goiás teria oferecido ao lateral o dobro de salário que ele ganha no Paysandu. O pai do atleta, Carlos Lisboa, assim como o próprio Pikachu admitem que a proposta do time goiano é bastante interessante. Eles, porém, não falam em números. O jogador está consciente de que só haverá acordo se o Paysandu foi beneficiado financeiramente na transação. “O negócio tem de ser bom para todas as partes”, disse Pikachu, que afirma desconhecer a venda de parte de seus direitos ao investidor paulista. “Não sei de nada disso. Posso garantir que não assinei nenhum documento de venda”, declarou.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar