O lateral-direito Yago Pikachu defenderá o Paysandu no Campeonato Paraense, que começa neste domingo, com o Papão enfrentando o Gavião Kyikatejê, na Curuzu, tendo o jogador em sua equipe. Foi o que ficou decidido na reunião de ontem à tarde, no estádio bicolor, envolvendo o presidente Vandick Lima, o pai do atleta, Carlos Lisboa, o empresário Luís Henrique e o procurador do lateral, Cláudio Albuquerque, o Kiko. O dirigente bicolor bateu o pé e não concordou com a transferência de Pikachu para o Goiás-GO, que oferecia R$ 900 pelo empréstimo do atleta por um ano.
Do montante oferecido pelo clube esmeraldino, o Papão só ficaria com R$ 150 mil, valor considerado por Vandick como “muito insignificante”. O resto do dinheiro seria rateado entre Luís Henrique, que detém parte dos direitos econômicos do atleta, Cláudio Albuquerque e o próprio jogador. “A resposta da diretoria à oferta foi a de que não concordava com a saída do jogador nessas condições”, contou Vandick, após a reunião, que teve ainda a presença do advogado Alberto Maia, diretor jurídico do clube.
Para que Pikachu não fique insatisfeito no Paysandu, já que ganharia no Goiás o dobro do salário que tem hoje no clube, Vandick prometeu um aumento de 50% nos vencimentos do atleta. O presidente salientou em seus depoimentos à imprensa o quanto Pikachu é querido pela torcida bicolor e que seria uma perda muito grande a saída dele da Curuzu, justamente no ano do centenário do clube. “Esse foi outro fator que fez com que a gente não aceitasse liberar o atleta”, garantiu.
Time da estreia pode ser definido hoje
O elenco do Paysandu faz, hoje, em Barcarena, local de sua pré-temporada, o seu segundo coletivo com vistas ao jogo de estreia do time no Campeonato Paraense 2014. O treino está programado para o período da tarde, no estádio municipal da cidade. A movimentação servirá para que o técnico Mazola Júnior tire algumas dúvidas com relação a formação que pretende mandar a campo domingo, às 16 horas, contra o Gavião Kyikatejê, na Curuzu. Desde que iniciou os treinamentos na cidade do interior, o grupo bicolor só fez um coletivo e assim mesmo com apenas 15 minutos.
No minicoletivo de anteontem, no mesmo local do apronto, Mazola não pôde contar com alguns dos jogadores que foram contratados pelo clube. O lateral-esquerdo Airton, por exemplo, não esteve em ação devido se encontrar com o condicionamento físico precário. Já o meia Bruninho e o zagueiro Leandro Silva estavam entregues ao departamento médico. O segundo segue tratando do dorso do pé direito em Belém, enquanto o primeiro já foi reintegrado ao elenco, após se submeter a exames que nada detectaram de grave.
Mazola tem, portanto, algumas dúvidas na cabeça para definir o time bicolor, cuja preparação para o Estadual começou com atraso. Dos novos contratados, apenas os zagueiros Charles e João Paulo e o atacante Lima participaram de todos os treinos técnicos e do coletivo relâmpago comandado pelo treinador. Após o apronto já será possível se ter uma noção mais aproximada da equipe que o comandante bicolor colocará em campo no final de semana. Pela amanhã, o grupo vai assistir a vídeos de um dos jogos do adversário.
Após polêmica ida para o ABC, Heliton voltou mais confiante
A volta a Curuzu, após meteórica passagem pelo ABC-RN, onde chegou a treinar, não frustrou o atacante Heliton, de 24 anos. O jogador afirmou, ontem, em Barcarena, onde faz a pré-temporada junto com o restante do elenco do Paysandu, que está com a cabeça tranquila e pronto para defender o time bicolor no Parazão. O atacante explicou que foi para o clube do Rio Grande do Norte por sua própria conta. “Não havia conversado com o Vandick sobre essa minha saída. Quem falou com ele foi o meu procurador e eu acha que estava tudo acertado”, contou.
Heliton explicou que tem contrato com o Papão até setembro de 2015 e que por esse motivo não criou nenhuma resistência para retornar ao clube. “Como não havia acordo entre o Paysandu e o ABC, precisava voltar mesmo e cumprir com a minha obrigação aqui”, comentou. O jogador disse ter ficado até satisfeito por ter sua volta exigida pela direção bicolor e pelo técnico Mazola Júnior. “Isso, de certa maneira, acaba me dando mais confiança, pois sei que posso ser útil ao time”, salientou.
O atacante informou que teve uma conversa com Mazola e que este o fez algumas recomendações. “Ele me falou que conta comigo, mas alertou que eu preciso estar bem para ter a vaga no time”, contou. O jogador espera que 2014 seja melhor para ele do que foi 2013. “Acho que o ano passado foi o ano que mais joguei aqui no Paysandu, mas não tive uma sequência de partidas. Assim fica difícil conseguir se firmar. Este ano, espero que a coisa seja diferente”, disse.
Voltando a falar sobre sua ida para o ABC, Heliton revelou que foi convidado, via procurador, pelo técnico Roberto Fernandes, com quem já havia trabalhado no Papão. O jogador disse acreditar que a volta a Curuzu representa um reconhecimento as boas atuações que ele teve em alguns jogos do time na temporada passada. “Isso até me deixa feliz”, admitiu. Sobre o fato de o clube alviazul ter contratado o atacante Lima e sondar outro jogador para a posição, o atacante encara a situação como normal. “Todo time precisa ter peças de reposição. A briga vai ser dentro de campo, de maneira honesta, por uma vaga no time”, previu.
Diretoria bicolor colocou mais de 16 mil ingressos à torcida
A diretoria do Paysandu, mandante do jogo de domingo, contra o Gavião Kyikatejê, às 16 horas, na Curuzu, disponibilizará uma carga de 16.200 ingressos aos torcedores. Destes, 14.770 serão comercializados nas bilheterias do estádio da Curuzu e sede social bicolor. Não haverá venda de bilhetes em uma rede de farmácias, conforme informou a assessoria do clube. As entradas estarão à disposição do público apenas no sábado e domingo a partir das 9 horas. Na sede da avenida Nazaré as vendas serão encerradas às 16h de sábado. Já na Curuzu, elas se estenderão até momentos antes do começo da partida.
As vendas de meias-entradas, destinadas a estudantes portadores da carteira da União Nacional dos Estudantes (UNE), serão realizadas somente no sábado pela manhã. O ingresso de arquibancada será cobrado a R$ 30, enquanto a meia-entrada, óbvio, sairá por R$ 15. As cadeiras tiveram preço fixado em R$ 60. O preço da entrada de arquibancada é superior ao que foi cobrado nos jogos do time alviazul na Série B do Brasileiro. Mesmo no jogo com o Palmeiras-SP, o torcedor pagou R$ 20 para ter acesso as arquibancadas do Mangueirão.
A majoração no preço dos ingressos, quando anunciada, provocou reclamações de alguns torcedores, que consideram o valor de arquibancada “salgado” em se tratando de uma partida de cunho local e sem grande atração. A carga de bilhetes está assim dividida: 13.250 (arquibancadas), 1.200 (cadeiras) e R$ 320 (meia-entrada).
(Diário do Pará)
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