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ESPORTE PARÁ

Dupla de ataque ainda é mistério no time azulino

Muito embora tenha feito apenas um treino coletivo desde que iniciou a segunda pré-temporada, o que o técnico Charles Guerreiro viu foi a formação de um time forte. Por isso, ele deve ter apenas uma dúvida nos próximos dias: a dupla de ataque, uma vez que

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Muito embora tenha feito apenas um treino coletivo desde que iniciou a segunda pré-temporada, o que o técnico Charles Guerreiro viu foi a formação de um time forte. Por isso, ele deve ter apenas uma dúvida nos próximos dias: a dupla de ataque, uma vez que quatro atletas passaram pelas duas vagas no treino coletivo de anteontem, em Salinópolis.

O restante da equipe parece estar mais a vontade, mesmo que algumas atuações tenham deixado a desejar, caso de Alex Ruan, que perdeu espaço para Rodrigo Fernandes na segunda etapa do treino. Fabiano, Diogo Silva, Max e Rogélio podem permanecer no time, enquanto André, Jhonnathan, Athos e Eduardo Ramos vão se firmando no meio-campo do Clube do Remo.

No caso do último, será a vez de reger uma nova orquestra, desta vez com as cores azul marinho e branco, onde ele já se sente a vontade. “Estou muito bem aqui. Desde que cheguei as pessoas tem me recebido com muito gosto. É a minha função, além de ter um pouco de condução. Acho que estamos caminhando bem, com um grupo forte, não vejo problema do time se adaptar bem e fazer uma boa partida contra o Cametá”, comenta o camisa 33.

Para o ataque, ele diz que não tem preferência, mas considera importante ter artifícios desde a defesa, não comprometendo assim a finalização na frente. “Acho que vai ser mais ou menos essa formação. Dá para ter um meio-campo forte. Não só o meio, mas a zaga, os laterais, todos são aguerridos. Com dois laterais de marcação e ataque, o time pode variar bastante em campo”, ressalta.

A tendência, caso os jogadores Leandrão e Zé Soares sejam regularizados ainda nesta semana, é que a dupla entre no ataque. Caso contrário, Charles Guerreiro vem ensaiando com Leandro Cearense e Val Barreto.

Diogo, Athos e Rogélio foram regularizados

Na manhã de ontem, o Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou mais dois nomes regularizados pelo Clube do Remo. Athos e Rogélio estão aptos a disputar jogos oficiais. Outro nome, incluído anteontem, foi do lateral Diogo Silva.

Ontem abriu a janela de transferências internacionais, na qual o Remo tem interesse por ter três jogadores na referida situação. Os meias atacantes Thiago Potiguar, ex-Jeonbuk Motors (Coreia), Zé Soares, ex- Metalurh Donetsk (Ucrânia) e o atacante Leandrão, ex-Hapoel Acre (Israel) devem ser regularizados ainda nesta semana. Tudo depende apenas do encaminhamento da documentação por parte do Remo, que, segundo a diretoria, já não é mais problema. “Agora aguardamos apenas a definição da CBF para que os nomes sejam publicados no BID, liberando o trio para disputar os jogos”, explica o diretor de futebol, Thiago Passos.

No mesmo contato feito com a reportagem, o dirigente azulino confirmou que o volante Bruno Arrabal vai assinar contrato com o Remo pelo período de um ano. “Quatro meses era o tempo de contrato que ele tinha com o Duque de Caxias. Amanhã (hoje) ele assina com o Remo”.

Com a medida, o departamento de futebol encerra o ciclo de contratações, fechando atualmente com 27 atletas.

Camisa comemorativa pode causar problemas ao clube

Na manhã de ontem, uma notícia nada animadora tomou de surpresa os dirigentes do Clube do Remo. As camisas comemorativas pelos 20 anos da conquista do tetracampeonato mundial da seleção brasileira, fornecida pela Umbro, na cor amarela, alusiva àquele uniforme, já estava sendo comercializada nas lojas de departamento esportivo em Belém.

O problema é que as vendas interferiram na comercialização da camisa 33, colocada à venda com uma parceria bem mais vantajosa, que dá ao clube 70% do valor comercializado, contra apenas 10% da camisa amarela. “Nós tínhamos acertado com a Umbro que não iríamos lançar a camisa amarela agora, pois ainda temos 1.500 camisas número 33 do primeiro lote. Eles alegam que quando chegassem as amarelas para os jogadores, que já recebemos, eles iriam colocá-la no mercado”, explicou o diretor comercial, Stefani Henrique.

“Foi uma grande surpresa para o presidente, que não gostou da atitude. Estamos chamando a torcida para comprar primeiro a 33 e depois a amarela, porque a 33, 70% fica com o Remo e a amarela apenas 10%”, ressalta. As 1.500 camisas em questão correspondem ao primeiro lote de seis mil unidades. O segundo, com mais cinco mil, foi suspenso até que a diretoria anuncie uma nova promoção de venda. “A partir de terça-feira (14) nós vamos divulgar um novo esquema de vendas, por isso é importante que a torcida continue comprando primeiro a 33”.

Por enquanto a vantagem oferecida a quem comprar a camisa é um ingresso para o jogo de estreia no Parazão, nesta segunda-feira, contra o Cametá.

A arrecadação da camisa 33 atinge um valor total de aproximadamente R$ 1 milhão de reais, responsável pelo pagamento da folha salarial de jogadores e funcionários.

(Diário do Pará)

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