Passada a euforia da estreia, o Clube do Remo volta a campo para o complemento da segunda rodada do Campeonato Paraense. A partida desta quinta-feira será contra o Independente, às 20h30, no estádio Mangueirão, com mando de campo do adversário.
A partida dará ao Leão a chance de assumir a liderança do Parazão. Já ao Galo Elétrico, que ainda sonha em voltar aos tempos de glória, quando conquistou seu único título estadual, em 2011, o confronto é visto como a chance de aprontar para cima de uma das equipes que mais se prepararam para a competição.
Os tempos, porém, são outros. O maior problema do Independente, em partes, é jogar longe de casa e ter o mando de jogo transferido para Belém, mas na visão do técnico Lecheva este não é o maior problema, e sim como será montada a onzena titular, uma vez que ele tem a sua disposição mais cinco jogadores recém-inscritos no campeonato e, inclusive, com nomes já publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Por outro lado, vencer, que é o importante, não será tão fácil, uma vez que o Leão está se reforçando. O técnico Charles Guerreiro já poderá contar com o candidato a goleador do time, o atacante Leandrão. Os demais, Thiago Potiguar e Zé Soares, foram muito lembrados na estreia, por imprimirem características ausentes na equipe montada pelo treinador. Apesar de estar à disposição do treinador, o trio deve iniciar o jogo na reserva, mas provavelmente um deles entrará no decorrer do jogo.
Depois da partida contra o Cametá, o Remo não fez mais treino coletivo, apenas um treino em academia e outro trabalho com bola. Vai ser difícil, assim como para o Independente, trabalhar fora de campo, muito embora o calendário apertado sirva para dar sequência de jogos.
A julgar pelo que aconteceu na primeira partida, diante do Cametá, os remistas devem entrar mais atentos no jogo desta quinta-feira. Para evitar que o jogo seja decidido apenas nos acréscimos do segundo tempo, principalmente depois da tensão vivida na última segunda-feira (12), os azulinos precisam calibrar a pontaria e não desperdiçar tantas oportunidades de marcar.
A renda da partida de hoje será totalmente destinada ao time de Tucuruí. Assim como aconteceu na partida de estreia do Remo, o público de hoje deve girar em torno de 20 mil torcedores.
Por precaução, treino coletivo foi cancelado
Tempo disponível será uma preciosidade com o início do Campeonato Paraense. Por sorte, a delegação azulina ainda realizou uma pré-temporada dividida em duas etapas, além dos jogos amistosos contra seleções do interior. Tamanho ócio no semestre passado, agora contrasta com o número de partidas disputadas e o mínimo tempo para treinos. Mal começou o Parazão, o técnico Charles Guerreiro já sente na pele como será o restante da temporada.
Ontem pela manhã, estava programado um trabalho coletivo no CT Ninho dos Cobras, no Curuçambá, mas por precaução, a atividade foi substituída. “Decidi não fazer o treino coletivo, em função de termos jogado na segunda-feira. Daí vem o cansaço, e o jogo já é nesta quinta-feira. Serão três jogos na semana. Nós fizemos apenas um condicionante, um treino com bola parada e alguns ajustes na parte ofensiva e defensiva”, justifica o técnico.
O grande problema com a corrida incessante do relógio é que existem pontos falhos na equipe e eles precisam ser corrigidos o quanto antes. A correção nos treinos já não será tão permitida e ficou muito claro na prancheta do técnico Charles Guerreiro que, contra o Cametá, houve um vacilo gritante, criticado até pelo presidente do clube, Zeca Pirão. Aos 30 minutos do segundo tempo, o meia Soares cruzou uma bola na pequena área azulina e a zaga, um tanto estática, apenas assistiu a cabeçada do zagueiro Gil. “Não podemos cometer erros, porque o campo é pesado e a bola parada ajuda a definir uma partida, como aconteceu. Poderíamos ter perdido o jogo naquela situação, mas trabalhamos de outras maneiras para mudar o resultado”, alerta Charles.
Ataque pode sofrer mudanças
No aspecto ofensivo, o Remo deixou a desejar na estreia. A dupla de ataque formada por Leandro Cearense e Val Barreto não esteve em sintonia com o restante do time. Coube mais aos meias e laterais arriscarem a gol. Cearense até conseguiu algumas chances, mas não concluiu bem as jogadas. Já Valotelli ficou isolado na frente, enquanto as jogadas variavam de lado.
O reflexo do time já despontava desde a segunda pré-temporada. Em três coletivos, a equipe reserva, com Leandrão, Thiago Potiguar e Zé Soares, venceu dois, forçando o treinador a reconhecer a importância de usá-los neste momento. “Eles já estão liberados e eu posso usá-los de várias formas: posso entrar com o Potiguar e escolher o Val Barreto ou Cearense para acompanhar ou posso entrar com o Potiguar e Leandrão ou Zé Soares, ou manter o Val e o Leandro. Temos várias opções que só vamos definir na hora do jogo”, esconde o técnico. O ataque deve ser o único setor do time a sofrer alteração.
Charles Guerreiro pode manter o segredo por não saber exatamente como se portará o Independente, em situação parecida. A formação pode ou não depender do rival, que o treinador já conhece bem e sabe, segundo ele, quais os pontos fortes e fracos. “Assisti aos jogos do Independente. Jogamos contra o treinador deles, sei da maneira que eles jogam, mesmo assim será difícil, mas temos a obrigação de ganhar”, encerra.
(Diário do Pará)
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