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ESPORTE PARÁ

Remo mostra evolução em vitória sobre Independente

Diante de um fragilizado Independente, o Clube do Remo não encontrou dificuldades para vencer a segunda partida pelo Campeonato Paraense. A vitória por 2 a 0 coroou o que parece ser a formação ideal, com direito a um belo gol do lateral Diogo Silva, além

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Diante de um fragilizado Independente, o Clube do Remo não encontrou dificuldades para vencer a segunda partida pelo Campeonato Paraense. A vitória por 2 a 0 coroou o que parece ser a formação ideal, com direito a um belo gol do lateral Diogo Silva, além de atuações de destaque de Eduardo Ramos e Thiago Potiguar. Agora, o Leão acumula seis pontos e divide a liderança do estadual ao lado do Paysandu.

A entrada dos atacantes Thiago Potiguar e Leandrão deu ao Remo maior poder de articulação desde o início do jogo. O Galo Elétrico pouco pode fazer ao ser bombardeado com jogadas pelas ofensivas pelas laterais. No esquema lançado por Charles Guerreiro, Athos caiu pela direita, trabalhando em conjunto com Diogo Silva, enquanto Alex Ruan e Thiago Potiguar sufocavam pela esquerda.

O sufoco no Independente logo deu resultado. Aos cinco minutos, o meia Athos aplicou um belo “chapéu” no marcador, e cruzou para Leandrão, que foi derrubado na área. O árbitro Dewson Freitas anotou o pênalti, convertido por Eduardo Ramos, 1 a 0. Logo depois, o zagueiro Alisson, autor do pênalti, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Foi a deixa para o domínio remista.

Do outro lado, não fosse o esforço dos meias Chicão e Daniel, o Independente nada produziria, uma vez que os atacantes Joãozinho e Albertinho pareciam estáticos à espera da bola. O placar só não foi mais alto, porque, novamente, o Remo abusou em perder gols. Leandrão, Zé Soares, Eduardo Ramos, Rogélio, todos perderam na cara do goleiro Alan.

Na segunda etapa, Lecheva fez duas mudanças: lançou Wegno e Douglas nos lugares de Daniel Piauí e Diogo. Charles tirou Leandrão, Athos e Eduardo Ramos, para a entrada de Val Barreto, Zé Soares e Ratinho, mas foi do lateral Diogo Silva o belo gol que fechou a partida. Numa jogada com Eduardo Ramos, o jogador driblou dois marcadores, invadiu a área e mandou um torpedo indefensável. Remo 2 a 0.

A evolução é nítida, só falta a pontaria

A vitória por 2 a 0 poderia, facilmente, se transformar numa goleada homérica, sem exagero, caso o Leão Azul não conseguisse a proeza de perder tantos gols. Resumindo, o placar foi tímido, diante da quantidade de vezes que os jogadores do Remo estiveram frente a frente com o goleiro Alan. Com o gol precoce, a torcida esperava uma vitória maiúscula, mas acabou cansando de tantas vezes gritar “Quase!”.

Só no primeiro tempo, foram pelo menos quatro bolas perdidas. Eduardo Ramos foi o primeiro, aos oito minutos; aos 10, Leandrão recebeu a bola dentro da área, mas chutou em cima do goleiro; aos 14, Eduardo Ramos cobrou escanteio na cabeça de Rogélio, também para fora. Dez minutos depois, o “maestro” soltou uma bomba no travessão, e aos 32, Thiago Potiguar driblou três marcadores na pequena área, mas chutou para fora.

Para o técnico Charles Guerreiro, a evolução em comparação à estreia, foi satisfatória em todos os setores da equipe. “Tivemos uma marcação forte, o time trabalhou a posse de bola, criamos oito ou nove oportunidades, infelizmente fizemos só duas. Lá atrás corrigimos o posicionamento da zaga, em bolas paradas. Aos poucos eles estão pegando o ritmo, mas ainda falta. No jogo de domingo o time estará bem mais solto”, avalia.

Estreantes tiveram uma ótima noite

As únicas duas mudanças na formação inicial do Clube do Remo, em comparação com o jogo passado, deram ao time a mobilidade já aguardada. Muita velocidade pelas laterais, e meias ofensivos, trabalhando em tabela ou nos arranques individuais. As poucas falhas defensivas não apagaram o entrosamento geral e a segurança necessária para garantir mais uma vitória.

“Estamos de parabéns. Graças a Deus fizemos os gols, mas faltou calma na hora de finalizar. Isso nós vamos resolver na continuidade dos jogos. Eu ainda não estou 100%, mas gosto de atuar sempre ali, correndo pelos lados e entrando na área, acho que fui bem”, avaliou o atacante Zé Soares, que entrou no segundo tempo, no lugar de Athos.

Entre as estreias, não houve um melhor, mas vale o destaque para Thiago Potiguar, que mostrou a competência vista nas temporadas de maior sucesso em Belém. Dono de arranques precisos e investidas audaciosas, o velocista esteve, por várias vezes, na frente do gol, mas a praga da falta de pontaria também fez com que a homenagem para a esposa fosse adiada. “Acho que a estreia foi boa. Estou feliz porque fiz o meu melhor, agora tenho consciência que preciso melhorar bastante, sobretudo na parte física. Com o trabalho do professor a gente vai entrar em forma. Agora, eu estava ansioso para marcar um gol, peço desculpa para minha esposa, mas no próximo eu vou fazer um para ela e para o meu filho”, promete.

Não diferente dos já citados, foi a performance do centroavante Leandrão. O atleta ficou bem postado e mostrou força de vontade, correndo atrás até mesmo das bolas que pareciam perdidas.

Independente admite fragilidade

O mesmo cenário da estreia contra o Cametá acometeu os jogadores e o técnico do Independente, em relação à justificativa para a derrota. Mais uma vez o adversário azulino teve um jogador expulso no início da partida e, para os atletas do Independente, a inferioridade numérica foi fundamental para justificar o resultado. “Fica difícil. Perdemos um jogador, o campo ‘tava’ pesado. Como já estava 1 a 0 para eles, tentamos sair e pegamos outro”, lamenta o lateral Léo Rosa.

A arbitragem de Dewson Freitas também encontrou ressalvas nas palavras do técnico Lecheva. “O Remo foi merecedor da vitória. Isso não resta dúvida, mas o nosso jogo ficou comprometido após um lance de pênalti duvidoso, seguido de uma expulsão, onde a arbitragem não teve o mesmo critério com o nosso adversário”, criticou. “Tivemos dificuldade em jogar com um a menos, e somado aos nossos 10 dias de preparação, não foi possível reagir. É preciso ressaltar o brio dos atletas, mas faltou perna”, acrescenta.

Por fim, a mudança de local da partida, para ele, foi algo como um tiro no pé. “Trocar o mando de jogo com uma das equipes que tem uma das maiores torcidas do estado não é certo, mas infelizmente nosso campo estava interditado e essa solução foi a única. Já não bastasse o peso da equipe e torcida, ainda temos outros três jogos fora em sequência”, diz.

(Diário do Pará)

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